Torcidas dão show de alegria no Mané

Torcidas dão show de alegria no Mané

A animação marcou o primeiro jogo da Copa em Brasília. Divertidos, coloridos e apaixonados, latinos e europeus mostraram que é possível incentivar as equipes com respeito ao adversário, num clima de paz nas arquibancadas

postado em 16/06/2014 00:00
 (foto: Carlos Silva/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Silva/CB/D.A Press)

O primeiro jogo da Copa do Mundo em Brasília teve a cara de uma partida da Seleção Brasileira e a marca da alegria. No campo, a seleção do Equador enfrentou a Suíça. Nas três arquibancadas do Estádio Nacional Mané Garrincha predominava a cor amarela, mas o vermelho característico da seleção suíça e também da equipe do Equador aqueceu a torcida. O clima era de festa. Com cantos, aplausos, assovios, gritos e algumas vaias. Brasileiros, equatorianos e suíços fizeram uma mistura de temperamentos com fantasias, bom humor, colorido, e principalmente com uma convivência pacífica e educada. Eles se enfeitaram dos pés à cabeça para o duelo, carregaram bandeiras e faixas. Algumas pessoas fizeram os últimos retoques na porta do estádio.

O espetáculo, que teve maioria brasileira, reuniu um público de 68.351 espectadores. Quase atingiu a capacidade do Estádio Nacional Mané Garrincha, de 70.824. Os equatorianos, mais exuberantes, entoavam canções de amor à seleção e incentivavam o grupo com o bordão ;si, se puede!”. Os torcedores suíços, tão animados, porém contidos nos gestos, aplaudiam, agitavam bandeiras e cachecóis, perucas vermelhas, chapéus, adereços. As pinturas de rosto se sobressaíram com as cores vibrantes dos países. Suíços com a pele na cor vermelha destacando a característica cruz branca. E os latinos com listas amarelas, azuis e vermelhas. Os aplausos foram reveladores do espírito esportivo na arena, presente a cada jogada bem executada por jogadores das duas equipes.


Houve de tudo: palavras de ordem, música e a tradicional ;ola;. O clima era de euforia, com equatorianos e suíços lado a lado nas arquibancadas. Torcedores de lados opostos e brasileiros apaixonados por futebol foram vistos posando unidos para a mesma foto. A cada lance, a plateia vibrava. No primeiro tempo, com o gol da seleção do Equador, a torcida cantou em coro, com os brasileiros. A maioria dos torcedores apoiou e engrossou o coro com palavras de incentivo aos sul-americanos. Em retribuição, os equatorianos acompanharam com palmas os anfitriões, que cantaram ;sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor;;.

Os brasilienses se divertiram e aproveitaram o jogo para marcar a estreia de Brasília na Copa do Mundo de 2014. O servidor público Yuri Correa, 26 anos, esteve na arena pela terceira vez, mas esta foi a primeira partida em uma Copa do Mundo. Ele assistiu ao jogo ao lado de um amigo, em um local privilegiado, atrás do gol. ;A alegria tomou conta. O ambiente foi tranquilo e amistoso. Vi muitos brasileiros apoiando principalmente o Equador. Entre as torcidas, nenhuma briga, pelo contrário. Todos se respeitaram. Era um ambiente ;família; mesmo;, assegurou.


Latinos, conhecidos como povo de sangue quente, passional e de fortes demonstrações de sentimentos, brasileiros e equatorianos não pouparam expressões de contrariedade a cada passe perdido ou quando a bola seguiu um caminho diferente da rede. Um breve silêncio se fez com o gol de empate, feito pelo jogador Mehmedi, aos dois minutos do segundo tempo. Mas foi quebrado pela vibração da torcida europeia, que mostrou que também sabe cantar e comemorar.

Além das tintas, o equatoriano Cristian Quizhpi, 32 anos, e um grupo de quatro amigos usou máscaras e perucas para completar a fantasia. Ele mora em Nova York, e veio ao Brasil para assistir às partidas do time na primeira fase do Mundial. Muito animados, apostavam na vitória. Mesmo diante de um placar de 2 x 1 o grupo ainda acredita que o time avance para a etapa seguinte da competição. ;Se o Equador falhar, apoiaremos o Brasil;, disse.

TAÍS BRAGA, MARYNA LACERDA, MARIANA LABOISSI;RE, KELLY ALMEIDA e THAÍS PARANHOS


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