Correndo em casa

Correndo em casa

postado em 22/08/2014 00:00

Os maratonistas brasileiros que se classificarem para as Olimpíadas do Rio não terão problemas com o trajeto. É o que aposta Ricardo D;Angelo, treinador de Solonei da Silva e Franck Caldeira. ;Mesmo no inverno, a prova deve ser disputada no calor úmido, coisa com a qual nossos atletas já estão bem acostumados;, comenta. Subidas pesadas também não devem complicar. ;Apesar de ser uma cidade conhecida pelos morros, provas no Rio de Janeiro geralmente são mais próximas à orla, num percurso plano;, descreve D;Angelo. A única definição até agora do caminho percorrido pelos atletas é que a chegada será no Sambódromo.

Entretanto, se temperaturas altas com umidade são vantagem para brasileiros, os africanos também estão acostumados com esse clima. Nas duas últimas edições dos Jogos, o pódio foi composto apenas por atletas de países daquele continente. Para os maratonistas do Brasil, a vantagem da África na modalidade não é apenas genética. ;Falta ter união. Não temos cultura de ajudar um ao outro durante treinos, hábito que os quenianos, por exemplo, têm;, acredita Franck Caldeira.

O apoio da torcida, creem os atletas, não coloca os brasileiros em vantagem. A história dos Jogos também revela isso: na maratona masculina, a última vez que alguém da casa chegou ao pódio foi nos Jogos de 1980, em Moscou ; nas Olimpíadas marcadas pelo boicote que reduziu o número de participantes. Nada que tire o ânimo de Solonei da Silva, ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011. ;Não sinto nenhum peso em competir em casa. Na verdade, isso será um prazer.;

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) não faz previsões de medalhas para as Olimpíadas de 2016. Por meio da assessoria de imprensa, a entidade disse ao Correio que prefere não colocar em números o planejamento de pódios olímpicos para os Jogos do Rio.

Hegemonia em jogo

O Brasil luta, no ano que vem, para manter a hegemonia na maratona masculina dos Jogos Pan-Americanos. Se algum brasileiro vencer a prova em Toronto, em julho, o país conquistará o quinto ouro consecutivo. O primeiro foi em Winnipeg-1999, com Vanderlei Cordeiro de Lima, que repetiria o feito quatro anos depois, em Santo Domingo. No Pan do Rio, em 2007, a vitória foi de Franck Caldeira. Em Guadalajara-2011, de Solonei da Silva.

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