Linha direta com os candidatos

Linha direta com os candidatos

O Correio reúne perguntas dos eleitores aos concorrentes que disputam a vaga no Palácio do Buriti. Questões abordam áreas que interessam os cidadãos, como habitação, saúde, trabalho, ressocialização e trânsito

» MATHEUS TEIXEIRA » HELENA MADER
postado em 17/09/2014 00:00
 (foto: Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press)
Os moradores do Distrito Federal têm vários questionamentos a fazer para o próximo governador do DF, mas raramente conseguem a oportunidade de ficar frente a frente com os candidatos ao cargo. A menos de 20 dias da eleição, a população ainda possui perguntas a fazer àqueles que sonham em ocupar o Palácio do Buriti. O Correio foi às ruas para descobrir quais são as principais indagações dos cidadãos.

O estudante Gabriel Fernandes, 18 anos, por exemplo, quer saber o que Luiz Pitiman (PSDB) pretende fazer para ampliar as vagas no ensino técnico no Distrito Federal.

Já o filho da enfermeira Maria da Guia, 46, foi solto da prisão há três meses e ela questiona quais os projetos de ressocialização de infratores de Agnelo Queiroz (PT). Para Dênis Naby, moradora do Paranoá, o governo ainda precisa trabalhar muito na área da moradia ; e ele quer saber que providências Toninho do PSol vai tomar a fim de que as filas andem nesse setor.

Secretário de Saúde em duas gestões do ex-governador Joaquim Roriz (PRTB), Jofran Frejat (PR) será muito cobrado na área, se for eleito. Luiz Carlos Alves tem 46 anos e trabalha como engraxate há 40 na Rodoviária do Plano Piloto. Ele considera a saúde pública o pior problema de Brasília e perguntou a Frejat o que fará para melhorar a situação. Moradora de Brazlândia, a vendedora Aracelle Brito, 32, reclama da pista que liga Taguatinga à cidade onde mora. Segundo a vendedora, os acidentes na via são frequentes e ela questionou se Rodrigo Rollemberg (PSB) pretende duplicar a pista. Veja abaixo as respostas dos candidatos aos cidadãos.


os eleitores perguntam



Estou em busca de uma vaga em curso técnico e não consigo achar nenhuma oportunidade. Se eleito, o que o senhor fará para ampliar essas vagas e, principalmente, para gerar mais emprego para os jovens?

Gabriel Fernandes, 18 anos,
estudante, morador de Planaltina



LUIZ PITIMAN (PSDB)

Meu primeiro projeto na Câmara dos Deputados foi o que cria a figura do trabalhante, uma forma de substituir o estágio. O projeto tem a participação do governo, que abre mão de alguns impostos, e das empresas, que criam condições para que os jovens cumpram 30 horas de expediente e no resto do tempo consigam estudar em cursos técnicos. Agora, estamos discutindo a retomada do desenvolvimento do DF, o que passa pela implantação de quatro grandes polos de geração de emprego e renda nas quatro portas de entrada do Distrito Federal, de acordo com a vocação de cada região. O objetivo é que o governo pare de pensar em políticas voltadas para a geração de empregos apenas no serviço público.



Tenho um filho preso e quero saber quais projetos de ressocialização de presos o governo tem e pretende implantar. Meu filho vai sair da prisão em breve, mas tenho medo de ele voltar ao crime. Há estímulos para empresas contratarem ex-presos?

Maria da Guia, 46 anos, técnica em enfermagem, moradora do Itapoã



; AGNELO QUEIROZ (PT)

Em nosso governo, a ressocialização dos presos começa na própria penitenciária. Nós criamos o Projeto Liberdade, que é gerido pela Secretaria de Justiça para capacitar os internos, instalando fábricas e panificadoras, oferecendo cursos profissionalizantes de operador de informática, pintor, confeiteiro, mecânica e outros. Todos os alunos recebem um certificado de conclusão dos cursos, facilitando a contratação nas empresas privadas. Os melhores alunos têm mais chance de conseguir um emprego depois que cumprirem a pena. Alguns ex-presidiários são aproveitados em cargos do próprio GDF.



O que o senhor vai fazer com relação à pista que liga Taguatinga a Brazlândia? É uma via muito perigosa e com muitos acidentes. O que fará para resolver o problema? vai duplicar a pista?

Aracelle Brito, 32 anos, vendedora, moradora de Brazlândia



; RODRIGO ROLLEMBERG (PSB)

O nosso programa de governo prevê a recuperação das rodovias do Distrito Federal, muitas delas em péssimo estado de conservação. Sem dúvida alguma, a BR-080, que liga Taguatinga a Brazlândia, é uma das prioridades porque apresenta um índice inaceitável de acidentes. Essa é uma rodovia federal e, há dois anos, o DNIT informou que a duplicação seria feita. Infelizmente, até hoje não tivemos o início das obras, o que demonstra a falta de capacidade de articulação do GDF com o governo federal. Nós vamos dialogar com o DNIT para fazer a duplicação da BR-080. É possível também incluir recursos do GDF para a obra, um trecho de pouco mais de 20 quilômetros.



Como ex-secretário de Saúde do DF, o que o senhor pode e pretende fazer para acabar com o caos que está
nos hospitais?

Luiz Carlos Alves, 46 anos,
engraxate, mora no Paranoá



; JOFRAN FREJAT (PR)

Quando secretário de Saúde, ajudei a montar o serviço de saúde do Distrito Federal, com a construção de postos de saúde e hospitais. A nossa programação previa a criação de policlínicas, nas quais os pacientes eram atendidos por um especialista clínico. Oferecíamos esse serviço a cidades como Taguatinga e Planaltina, e era possível tirar as pessoas dos hospitais. Esse esquema foi abandonado. Precisamos analisar os problemas, ver como as UPAS estão funcionando, avaliar o sistema de referência. Vamos fazer uma modificação estrutural e colocar profissionais. Por que não tem pediatra? Por que não tem clínico? Estão desestimulados? Estão pagando corretamente? Isso tudo será avaliado.



Eu me cadastrei em 2011 no Morar Bem, tenho cinco filhos e várias pessoas que se cadastraram depois de mim já foram contempladas, enquanto eu continuo morando de aluguel. Quero saber o que o candidato fará para ampliar os programas de moradias populares?

Dênis Naby, salgadeiro, 36 anos,
morador do Paranoá



; TONINHO DO PSOL

O PSol luta com os movimentos sociais pelas reformas agrária e urbana. Por isso, estimularemos as cooperativas habitacionais para combater a especulação imobiliária que só serve aos grandes empresários. Nosso compromisso é chamar todos os inscritos por moradia na Sedhab ao longo dos quatro

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