ARI CUNHA

ARI CUNHA

Desde 1960 Visto, lido e ouvido aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br

postado em 13/12/2014 00:00


Ainda a
Petrobras

Nos últimos meses, a maior estatal do país tem se mantido no centro do noticiário nacional e internacional. Os novos fatos que jorram a cada dia desse poço fundo ajudam a manter o suspense e a atenção de todos. A perplexidade aumenta à medida que a lama escura da corrupção desmedida começa a escorrer para a Praça dos Três Poderes, ameaçando invadir a sede do governo e do parlamento, arrastando consigo outras instituições do Estado. Aparentemente indiferente ao tsunami que se anuncia, o governo segue impávido. O fato é que, nos últimos 10 anos, a presidente Dilma esteve diuturnamente à frente do comando da estatal nos vários cargos que ocupou. Enquanto a sombra da estatal foi benéfica aos interesses do partido no poder, os mandatários se deixavam fotografar felizes, envergando o uniforme laranja da empresa ou com as mãos ;manchadas; de óleo. Esses dias de folguedos regados a champanhe ficaram para trás. O instituto da delação premiada acabou com a festa. Denúncias de que grande parte dos recursos desviados foram usados na campanha vitoriosa e milionária do partido da presidente e de seus apoiadores aumentam as incertezas sobre a isenção e a licitude do pleito de outubro. São documentos que apontam o fato de a Petrobras ter sido usada e abusada para financiar e reforçar o caixa do partido no poder. Nos mais recentes capítulos dessa trama oleosa, a nação é informada da existência de vários e-mails antigos, enviados por diversos funcionários da estatal à diretoria alertando para os descaminhos da empresa. Para dar maior sabor a essa tramoia federal, ficamos sabendo também que esses atrevidos funcionários, que ousaram levantar suspeitas de corrupção na empresa, foram sumariamente perseguidos e punidos. Entende-se agora a relutância da chefe do Executivo em defenestrar, de vez, toda a diretoria da estatal. Estão todos vestidos a rigor com o macacão laranja, com as mãos do mesmo jeito, no mesmo barco ou na mesma plataforma que naufraga aos olhos da nação.



A frase que foi pronunciada

;Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos.;

Friedrich Nietzsche



Consome dor

; Além de ovos de galinha com larvas passeando à vontade, os mercados costumam fatiar queijos e frios e trocar a data de vencimento.


Lei morta

; Se é coincidência ou não ninguém sabe. Mas dois casos são comprovados. Jornalistas tiveram telefone e internet cortados e, por mais que a lei diga que são dois dias para a operadora reparar, já se passaram quatro.


Estudo nas férias

; UnB recebe alunos regulares de graduação e pós-graduação em janeiro e fevereiro com a oferta de 180 disciplinas.


Espertalhões

; Troca de pardais trará mais chance de multas. O registro fará o
cálculo da velocidade
de um pardal a outro.
Frear para não ser
multado e acelerar até chegar ao próximo
pardal é o suficiente
para uma canetada.


Bem pensado

; O lado bom é que
o braço que sustenta o pardal não ficará
no meio da via
quando receber manutenção. Ele é articulado e, nesse período, deixará
as vias livres.


Caixinha, obrigado

; Em 10 meses de 2014, o Detran divulga
que o total de multas
por excesso de
velocidade rendeu
R$ 90,8 milhões.
As multas registradas
pela Polícia Militar,
DER e Detran juntos somaram 1.680.319 anotações.

História de Brasília

Outra contramão muito usada é a da SW1, em frente à Pillango. Não há meio-fio, e os carros entram à vontade. (Publicado em 2/8/1961)


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