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postado em 12/01/2015 00:00

Charlie Hebdo
As nações democráticas estão unidas para conter a fúria insana dos fundamentalistas islâmicos. Arrogantes, eles acham que as pessoas do planeta têm que agir de acordo com a mentalidade primitiva de um povo, que não conseguiu traduzir para o mundo moderno as orientações de Maomé. Estúpidos. Lamentavelmente, não vejo uma opção pacífica de contê-los, a não ser por meio das armas. O entrosamento entre as forças policiais do país alvo da iniquidade dos radicais é essencial para abortar o planejamento do terror. Os radicais tentam disseminar uma prática, um formato de sociedade que ignora os mais legítimos direitos dos indivíduos. As mulheres vivem subjugadas a uma vida no obscurantismo. A ignorância desses fundamentalistas é nauseante. O ataque à revista Charlie Hebdo foi uma excrescência e prova cabal do que eles são capazes para suprimir todas as formas de liberdade, a começar pela de expressão. Os profissionais da Charlie Hebdo conseguiam, com arte e humor refinado, usar o cartoon para denunciar as mazelas mundana.
Guadalupe Aroeira,Lago Norte

Liberdade, igualdade e fraternidade. Cada expressão do lema da bandeira francesa foi alvejada pela insanidade, que se apresenta em forma de terrorismo religioso. Individualmente, os três homens que invadiram a revista Charlie Hebdo, na última quarta-feira, tinham missão de matar cada um dos princípios, que inspiraram os direitos humanos. Uma profunda tristeza domina os corações dos que sonham com um mundo em que as relações se pautam na liberdade, na igualdade e na fraternidade. Somos uma espécie incrivelmente linda no planeta, mas, igualmente, tenebrosa, pois nos destruímos mutuamente. Somos perversos uns com os outros, quando a nossa sobrevivência como espécie exige uma mudança radical dos paradigmas de comportamento. Temos conhecimento sobre eles, mas não os trazemos para o cotidiano das nações. Os povos se trucidam por valores que nada têm a ver com a vida. Criam artefatos, cada vez mais sofisticados, a serviço da morte. Não tenho a ilusão de que as mudanças serão determinadas pelos dirigentes dos países, mas a partir das alterações individuais de comportamento.
Joaquim Benfica, Park Way


LGBT

Começou: o governo Rollemberg se curva aos interesses equivocados dos deputados distritais. Por pressão dos fundamentalistas da Câmara Legislativa, o governo recuou da decisão de criar uma estrutura para estabelecer políticas públicas e atender as necessidades do público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). A subordinação aos fundamentalistas é vergonhosa. Vivemos em um Estado laico. Como agirá o governador diante das demandas e exigências dos líderes da religiosidade de matriz africana? Será que ele atenderá as demandas ou adotará a política discriminatória dos antecessores? Diferentemente, dos distritais, principalmente dos que oram aos deuses da propina, o público LGBT tem muito mais a oferecer ao DF, sobretudo, no aspecto econômico, do que esses parlamentares da Casa do Espanto. Há décadas, os distritais não fazem outra coisa a não ser sugar o dinheiro público, sem qualquer retorno benéfico à cidade. São pródigos em protagonizar escabrosos escândalos, que redundam em prejuízo ao erário, e em produzir leis ilegais em benefício próprio ou dos grupos aos quais pertencem. Rollemberg prometeu mudanças. Estamos esperando, governador, que a subsecretaria saia do armário.
Joanes Fornace, Sudoeste


Legado

As imagens publicadas pelo Correio na edição de sexta-feira sobre o estado das escolas públicas do Plano Piloto mostram, sem retoques, o descalabro do ex-governo do Distrito Federal. Foi um dos períodos mais tenebrosos da capital da República. Aliás, acredito que enterraram uma caveira de burro no subsolo do DF, pois, desde que a cidade conquistou autonomia política, pouco ou nada se salvou em termos de gestão pública. Exceto o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, procuro, sempre que transito de carro pela cidade, ver qual é o legado do ex-governador, reprovado no primeiro turno das eleições de outubro. As obras do BRT não foram concluídas a contento. As passarelas não têm cobertura e as rampas destinadas aos cadeirantes exigirá dos deficientes uma força hercúlea para alcançar a plataforma superior. Não escondo a minha má vontade, mas, deixando ela de lado, ainda assim, não consigo deixar de associar o ex-governador à desgovernança e ao caos. Que triste para o DF.
Mário Davoglio, Octogonal

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