ONG denuncia abusos, torturas e execuções

ONG denuncia abusos, torturas e execuções

postado em 10/06/2015 00:00
 (foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters - 8/5/14  )
(foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters - 8/5/14 )


Relatório divulgado ontem pela Provea, uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos, denuncia preocupantes estatísticas de abusos em operações policiais na Venezuela no ano passado. Segundo o documento, foram registradas pelo menos 189 execuções extrajudiciais no país ; a maioria delas, de acordo com a ONG, foi praticada em ações contra a criminalidade. Além disso, 31 pessoas teriam morrido em decorrência de torturas ou por ;uso excessivo da força; por policiais militares. Cinco desses óbitos teriam ocorrido em protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Pesquisador da Provea, organização que monitora a situação dos direitos humanos na Venezuela desde 1988, Inti Rodríguez assinala que a maior parte dos 189 assassinatos sumários se deu durante operações destinadas a prisões maciças, ;que aqui chamados de redadas;. Três das vítimas eram menores de até 12 anos e 25 eram adolescentes, de acordo com o relatório. Nenhum caso foi solucionado.

O número representa um aumento de 5% em relação às execuções documentadas pela Provea em 2013. ;O maior aumento (dos homicídios extrajudiciais) foi no âmbito de operações realizadas pelo CICPC (Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas), durante os chamados ;madrugonazos;, operações policiais destinadas a buscar supostos criminosos e executá-los;, observou o ativista de direitos humanos.

Veto

Considerado persona non grata por Maduro, o ex-presidente do governo espanhol Felipe González deixou ontem a Venezuela. A partida foi antecipada por González, segundo o jornal El País, depois das negativas do governo Maduro aos pedidos de visita ao político de oposição Leopoldo López, preso há mais de um ano.

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