Doralice de Oliveira Crivaro, educadora

Doralice de Oliveira Crivaro, educadora

» BERNARDO BITTAR
postado em 14/01/2016 00:00
 (foto: Aureliza Correa/Esp. CB/D.A Press - 11/3/07)
(foto: Aureliza Correa/Esp. CB/D.A Press - 11/3/07)



Morreu ontem, aos 97 anos, a professora Doralice de Oliveira Crivaro, fundadora do Centro de Ensino Candanguinho (Cecan). Ela estava internada desde dezembro por causa de problemas nos rins. O velório será realizado hoje pela manhã na Capela 1 do Cemitério Campo da Esperança e deve durar cerca de uma hora. O enterro ocorre em seguida.

Nascida em Goiânia, tia Dorinha, como era conhecida, trabalhava na rede pública de ensino daquele estado. Por causa do marido, o advogado e funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF) Miguel Crivaro, mudou-se para Brasília, onde teve a ideia de fundar uma escola infantil. Esperou Miguel, que ainda vivia na Cidade Livre, estabilizar-se financeiramente e ajudá-la na empreitada.

Quando comprou a então Escola Maternal Candanguinho, em uma pequena casa da 708 Sul, havia apenas dois alunos matriculados. Apaixonada por pintura e bordado, foi tia Dorinha quem desenhou e costurou os primeiros uniformes da rede. Eram os anos 1970, época em que o serviço ainda não era fácil encontrar em Brasília.

Com o sucesso da instituição, o Candanguinho, antes apenas maternal, mudou-se para a 913 Sul, como creche e pré-escola. Com o aumento da demanda, foi necessário aumentar novamente o espaço: assim, surgiu o edifício da 303/304 do Setor Sudoeste. O Cecan teve o controle da família de Doralice Crivaro até 2014, quando foi vendido a um grupo de São Paulo. Hoje, cerca de 1,2 mil alunos estudam na escola.

Viúva há aproximadamente 15 anos, era na companhia das filhas, Oraida e Nauriá, que tia Dorinha planejava viagens. Para elas e principalmente para os cinco netos ; Pedro, Tiago, Joana, Lívia e Marina ;, cozinhava o acarajé amazonense, sem azeite de dendê, e apresentava suas opiniões sobre a vida. Era uma ótima conselheira.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação