Marcas da violência

Marcas da violência

postado em 01/02/2016 00:00

Durante a confusão no bloco Encosta que Cresce, no último sábado, Herbert Max, 19 anos, também foi atingido por um dos tiros disparados, apesar de não ter nenhuma relação com a outra vítima. A bala acertou a perna do rapaz, que foi internado no Hospital de Base do DF (HBDF) e teve alta após realizar exames. O pai dele, Roberto Max, avalia que o carnaval da cidade tenha um histórico de violência. ;Se você observar a história de Brasília, pode encontrar indícios da insegurança nos eventos da cidade. A Micarê Candanga era assim;, declarou. Quando Herbert levou o tiro, a ambulância precisou vir de outra região do DF porque, segundo o pai, não havia nenhuma no bloco. O policial que ajudou no salvamento, Pablo Justiniano, acredita em acerto de contas. ;As pessoas que estavam lá disseram que foi uma briga entre eles;, diz.

O enterro do outro homem baleado e que morreu no pré-carnaval, Wesley Sandrikis, será realizado hoje no Cemitério Campo da Esperança do Gama. O estudante de educação física será velado ao lado da avó paterna, Firmina Bezerra da Silva, que morreu de trombose horas antes do assassinato do neto. Um dos irmãos de Wesley, Wesdras Sandrikis, relata que a família está inconsolável. ;Ele saiu para se divertir e não voltou mais. Foi uma coisa muita estranha e, principalmente, muito triste. Primeiro, a avó. Depois, o irmão. Estamos desnorteados.; (veja Depoimento)

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