Bancários voltam ao trabalho

Bancários voltam ao trabalho

postado em 07/10/2016 00:00
 (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press - 8/7/16)
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press - 8/7/16)


Os bancários decidiram ontem encerrar a greve após 31 dias de paralisação. Em assembleias em todo o Brasil, os trabalhadores aprovaram o acordo de reajuste de 8% e abono salarial de R$ 3,5 mil, oferecido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Apenas funcionários da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro e São Paulo não aceitaram a proposta e continuarão parados. No DF, o retorno ao trabalho deve ocorrer hoje.

Os bancários de Brasília do setor privado, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal aceitaram a proposta em reunião no Setor Bancário Norte. Além dos reajuste e abono, os funcionários serão contemplados com aumentos de 15% nos vale-alimentação e na 13; cesta básica, de 10% no vale-refeição e auxílio-creche/babá. Para 2017, a Fenaban se comprometeu a reajustar os salários pela inflação (INPC) mais 1% de ganho real.

Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), analisou que os bancários saem vitoriosos de uma das campanhas ;mais difíceis dos últimos anos;. ;Garantimos a extensão dos direitos e valores para todos os bancos públicos. Uma vitória inédita foi o compromisso do não desconto e da não compensação dos dias da greve;, afirmou.

A paralisação afetou principalmente as pessoas que não conseguiram resolver operações em canais de autoatendimento e meios alternativos, como aplicativos e internet, como desempregados que precisavam sacar mais de R$ 1,5 mil de seguro-desemprego ou necessitavam dar entrada no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Até o fim desta edição, a paralisação tinha se encerrado no estado de Amazona, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e regiões de São Paulo e Rio de Janeiro.

Ao todo, 13.123 agências bancárias e 43 centros administrativos aderiram à greve ; cerca de 57% do total. No DF, a greve afetou 92% das agências, segundo o sindicato da categoria, com a interrupção das atividades em 600 das 650 unidades.

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