Pausa humanitária em Aleppo

Pausa humanitária em Aleppo

postado em 18/10/2016 00:00
 (foto: Karam Al-Masri/AFP)
(foto: Karam Al-Masri/AFP)



O corpo inerte da bebê é carregado pelos capacetes brancos, os voluntários socorristas de Aleppo, no noroeste da Síria. O rosto da criança, de 1 mês e meio, está irreconhecível, coberto de poeira e sangue. Aconteceu em Qaterji, bairro situado no leste de Aleppo e controlado pelos rebeldes que fazem oposição ao presidente sírio, Bashar Al-Assad. Durante a madrugada, uma série de bombardeios russos deixou pelo menos 18 mortos no mesmo distrito. Maarouf, 12 anos, foi fotografado sentado sobre uma pilha de escombros, com as pernas presas no concreto e o corpo pendendo levemente no vazio, em um prédio destruído.

A União Europeia (UE) voltou a condenar a Rússia, em fortes termos, por provocar ;sofrimento indescritível; ao povo de Aleppo. ;Desde o início da ofensiva pelo regime e seus aliados, notavelmente a Rússia, a intensidade e a escala dos bombardeios são claramente desproporcionais. O ataque deliberado a hospitais, médicos, escolas e infraestrutura essencial, bem como o uso de barris-bomba, bombas de fragmentação e armas químicas constitutem uma escalada catastrófica do conflito e podem equivaler a crimes de guerra;, alertou um comunicado assinado por chanceleres do bloco, reunidos em Luxemburgo.

O Estado-Maior russo anunciou ontem que os Exércitos de Moscou e de Damasco suspenderão os bombardeios, durante oito horas, na quinta-feira, em Aleppo. ;Uma pausa humanitária será aplicada, em 20 de outubro, em Aleppo, das 8h às 16h; locais, declarou o general Serguei Rudskoi, do Estado-Maior russo, à imprensa. ;As forças russas e sírias suspenderão, durante esse período, seus bombardeios e todos os outros disparos;, disse. A decisão visa ;permitir aos civis deixarem (a cidade) em total liberdade, para remover os doentes e feridos e garantir a retirada dos rebeldes armados;, acrescentou a fonte.

Na quinta-feira serão abertos oito corredores humanitários, um deles pela estrada do Castelo, para a retirada dos combatentes, além de outro com o mesmo fim, mais seis para o transporte de civis, prosseguiu o general Rudskoi.

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