Odebrecht no TSE

Odebrecht no TSE

postado em 23/02/2017 00:00
O ministro Herman Benjamin, relator da ação que investiga a chapa presidencial de 2014 formada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e pelo presidente Michel Temer (PMDB) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu incluir a delação da Odebrecht no processo e ouvir executivos da empreiteira que firmaram o acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). A ação que tramita no TSE foi proposta pelo PSDB e pode gerar a cassação do mandato de Temer e a inelegibilidade de Dilma. Benjamin pretende ouvir delatores da empresa a partir de março.

Benjamin autorizou também a tomada do depoimento do empresário Marcelo Odebrecht, um dos delatores da Operação Lava-Jato. A oitiva deve ser realizada em 1; de março, às 14h30, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba. Marcelo Odebrecht está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, desde junho de 2015, em função das investigações.

Para advogados com acesso ao caso, a inclusão das declarações da Odebrecht no processo do TSE tem dois efeitos: as revelações da empreiteira podem atingir o presidente Michel Temer e a inclusão dos depoimentos deve adiar ainda mais o julgamento do caso na Corte Eleitoral.

Até agora, o foco da ação ficou voltado para irregularidades supostamente cometidas na contratação de gráficas feita pela equipe de campanha ligada a Dilma. Por esse motivo, a defesa de Temer nem sequer pediu a inclusão de testemunhas da parte do peemedebista até agora na ação. A chapa formada por Dilma e Temer é investigada por suposto abuso de poder econômico e político nas eleições de 2014.



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