Um vídeo capaz de inspirar a resistência

Um vídeo capaz de inspirar a resistência

postado em 30/06/2017 00:00
 (foto: Miguel Angel Liendo/Divulgação)
(foto: Miguel Angel Liendo/Divulgação)


Com 2 minutos e 48 segundos de duração, o vídeo divulgado na internet começa com a imagem de uma mulher assistindo a discursos do presidente Nicolás Maduro, na televisão, enquanto serra uma prancha de madeira. Vez ou outra, olha para a TV com semblante de cansaço. ;Preparem-se para um tempo de massacre e de morte, se fracassar a Revolução Bolivariana;, avisa Maduro. Depois de pintar a placa, ela acaricia a fotografia de um familiar morto, em um oratório, desliga a televisão, coloca as luvas e carrega a prancha de madeira ; na verdade, um escudo. Ao sair de casa, ela se encontra com outros ativistas mascarados, liderados por um violinista. O grupo desce as escadarias de uma favela, enquanto os moradores manifestam apoio. A música do violino se funde ao barulho das bombas de gás lacrimogêneo e ao som de pessoas tossindo. Uma mensagem toma conta da tela, sob o fundo preto: ;Não somos de direita, não somos de esquerda. Somos Venezuela. Queremos liberdade. #Resistência;.

;Para fazer este vídeo, eu me inspirei nos milhares de jovens venezuelanos que arriscam as vidas diariamente para defender os manifestantes, os chamados escudeiros, na linha de frente do confronto, além de artistas e músicos que apoiam e incentivam os seus irmãos com criatividade;, contou ao Correio o venezuelano Miguel Angel Liendo, 34 anos, roteirista e diretor do curta-metragem, que vive há uma década na Cidade do México. ;Hoje, completaram-se 90 dias de protestos nas ruas da Venezuela. Eu sentia a necessidade de homenagear os estudantes e de explicar aos latinos que nossa luta não é ideológica, mas pela democracia, pela liberdade e pela justiça.;

Miguel Angel disse ter ficado surpreso com o alcance do vídeo. ;Espero que seja uma inspiração para os meus compatriotas. Eu gostaria que cada pessoa, depois de assisti-lo, se armasse de valor para discordar de seu governo, para se manifestar, seja nas ruas, na arte, no cinema ou na música;, declarou. ;Os venezuelanos tomaram uma decisão: gritar com brio: ;Abaixo as correntes, que morra a opressão;. A mudança, ainda que difícil, será inevitável.; (RC)

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