O melhor remédio

O melhor remédio

cidabarbosa.df@dabr.com.br
postado em 13/11/2017 00:00

Deitadas ou sentadas nas camas, elas observavam atentas à apresentação. Sorriam ; algumas chegavam às gargalhadas ; com as estripulias dos integrantes do grupo, vestidos com jalecos e usando nariz de palhaço. Pelo menos naqueles minutos, as crianças se distraíram do ambiente em que estavam, das agulhas presas aos braços com soro e medicamentos, das doenças contra as quais lutavam, algumas graves. Elas se divertiam mesmo.

Deu prazer ver aquela cena numa das minhas idas ao Hospital de Base, no mês passado, para visitar uma amiguinha. Noutro dia, observei uma turma de contação de histórias, com roupas divertidas e coloridas. Na narração dos contos, os voluntários envolvem a todos no quarto, inclusive os acompanhantes dos pacientes e até os profissionais de saúde. Do corredor. dava para escutar os risos.

Eu já tinha lido, claro, sobre essas pessoas iluminadas que doam parte do seu tempo para alegrar crianças internadas em hospitais ; graças aos céus, elas estão espalhadas pelo mundo ;, mas vê-las em ação é emocionante. A gente também se sente contemplada por presenciar o carinho transmitido num lugar imprescindível, porém penoso ; principalmente para os pequenos ; como é o setor de internação de uma unidade de saúde.

O impacto nas crianças dessa verdadeira terapia é comprovado por diversos estudos. As atividades lúdicas melhoram o humor e a aceitação ao tratamento; atenuam o estresse, o medo e a angústia da rotina hospitalar; aumentam a imunidade. A cada apresentação, muitos benefícios.

O que também me chamou a atenção foi o autocontrole dos voluntários. Algumas crianças ficam em tal estado de debilidade física que se torna difícil segurar a emoção. Eles conseguem, e têm a capacidade de deixá-las alegres. Imagino o quanto é recompensador arrancar sorrisos de cada uma delas. Há dádiva maior do que fazer crianças felizes, ainda mais as que estão num leito hospitalar? Benditos sejam todos eles.


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