Desbaratado esquema na Caixa

Desbaratado esquema na Caixa

postado em 15/11/2017 00:00
A Polícia Federal investiga o contrato de oito empresas de tecnologia da informação com a Caixa Econômica Federal. A suspeita é de que essas companhias desviaram até R$ 385 milhões do banco. As investigações começaram após um processo interno da própria Caixa apontar irregularidades nos recursos destinados ao setor de TI. Entre os indícios, a PF encontrou uma fatura de cartão de crédito do superintendente de Tecnologia da Informação do banco, Jair Vasconcelos Filho, de R$ 28 mil, paga por uma dessas empresas. A suspeita é de que a quitação ocorreu como forma de propina ao funcionário. Em contrapartida, ele facilitaria a atuação das empresas na instituição financeira.

Jair foi demitido da Caixa no ano passado, após um processo administrativo, em que os analistas do banco descobriram movimentações bancárias suspeitas ligadas a ele. No entanto, por determinação do Tribunal Regional Federal da 10; Região, ele retornou ao cargo. Além de Jair e de outros funcionários da Caixa, o esquema envolveria a empresa de consultoria ACS, que pertence a Antônio Conceição Souza, ex-funcionário do setor de tecnologia da instituição financeira.

As investigações apontaram que as demais empresas repassavam pagamentos para a ACS, provenientes de contratos públicos, com o intuito de mascarar a suposta propina. Para disfarçar o crescimento patrimonial, os funcionários da Caixa e empresários envolvidos realizavam compra e venda de imóveis. Apesar de declarar um faturamento anual de R$ 60 mil, a equipe da PF descobriu que as demais empresas acusadas transferiram para a ACS o montante de R$ 5 milhões.

Todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília e não houve prisões. A Caixa informou que forneceu documentos e informações que deram origem às ações realizadas ontem e ;que não houve busca e apreensão nas dependências do banco e que continua prestando irrestrita colaboração com a Polícia Federal;. (RS)

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