Segóvia assume cargo em Roma

Segóvia assume cargo em Roma

» Renato Souza » Alessandra Azevedo
postado em 02/03/2018 00:00
 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)



A exoneração do delegado Fernando Segóvia do cargo de diretor-geral da Polícia Federal foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Em outro decreto, Segóvia foi nomeado para ocupar a função de adido policial federal na embaixada em Roma. Ele deixou o cargo após três meses de gestão, depois da criação do Ministério da Segurança Pública, que passa a se responsabilizar pela corporação. A troca de comando na PF ocorreu por determinação do ministro Raul Jungmann, que assumiu a nova pasta.

Segóvia será substituído pelo delegado Rogério Galloro, que toma posse hoje, às 10h, no Ministério da Justiça. Galloro era considerado o número dois da Polícia Federal na gestão do ex-diretor-geral Leandro Daiello e chegou a ser cogitado para o cargo ainda no ano passado. A gestão de Fernando Segóvia, apesar de rápida, foi recheada de turbulências. Ele deixa o cargo após declarações polêmicas, onde indicou que a investigação que corre contra o presidente Michel Temer, sob responsabilidade da PF, seria arquivada.

Não é a primeira vez que Segóvia vai representar a Polícia Federal fora do país. Em seus 23 anos de carreira policial, ele foi adido na África do Sul. Mesmo fora do cargo mais importante da instituição, Segóvia continua atraindo polêmicas. Na tarde de ontem, o deputado federal Augusto Carvalho (SD-DF) enviou um pedido de informação ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, solicitando detalhes sobre quantidade, locação e gastos com adidos em missão diplomática no exterior.

Além de informações pessoais, como nome, CPF e formação acadêmica de cada servidor que ocupa esse tipo de cargo, Carvalho quer saber onde eles estão lotados, a quais órgãos são vinculados e quanto recebem por mês. O deputado pede que o Itamaraty detalhe não apenas os salários pagos, mas também os gastos com diárias, passagens e despesas de custeio em cada mês de 2017.

Para o parlamentar, a mudança de cargo de Segóvia, que ficará três anos em Roma, não passa de ;uma queda para cima;, um ;absurdo; em meio a discussões sobre moralidade e privilégios no serviço público. ;A decisão é controversa, ainda mais em um momento em que o país discute os altos gastos com auxílio-moradia e outras questões do tipo. O Brasil está em uma situação muito difícil para as contas públicas;, criticou. O caso isolado de Segóvia, na opinião de Carvalho, é apenas a ;ponta do iceberg;.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação