Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 05/04/2018 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
Do governo para a campanha

O governo Rollemberg vai lançar em campanha pelo menos 10 integrantes do primeiro escalão: Leany Lemos (Planejamento) Henrique Ziller (Controladoria-geral), Thiago Jarjour (Inovação, Ciência e Tecnologia, Marcia de Alencar (assessora especial e ex-secretária de Segurança), Leila Barros (Esporte), Marcos Dantas (Cidades), Valdir Oliveira (Economia, Desenvolvimento Sustentável, Inovação e Ciência e Tecnologia), Igor Tokarski (Meio Ambiente), Maria de Lourdes Abadia (Projetos Especiais) e Aurélio Araújo (Criança).




Reguffe e Cristovam pela prisão em segunda instância

Apenas 19 dos 81 senadores assinaram a carta à presidente do STF, Carmen Lúcia, defendendo a prisão em caso de condenação em segunda instância e a manutenção da decisão anterior da Corte. Entre eles, dois do DF: José Antonio Reguffe (sem partido) e Cristovam Buarque (PPS).





Mais um partido com Frejat

O ex-deputado Jofran Frejat (PR) ganhou nesta semana o apoio do Avante. O partido prepara uma nominata para distritais e federais, como a delegada Jane Klébia e o ex-secretário de Saúde Fabio Gondim.




No PSB

O secretário-adjunto de Inovação, Ciência e Tecnologia, Thiago Jarjour, decidiu se filiar ao PSB. Ele quer fazer uma dobradinha eleitoral com a secretária de Esporte e Turismo, Leila Barros, que também deve migrar para o partido de Rollemberg.




Ninho acolhedor

A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia estava ontem de asa quebrada por deixar o PSDB. Mas ela brincava que não abre mão de um pássaro. Trocou o tucano pela pomba, que é o símbolo do PSB. Do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Abadia recebeu uma mensagem carinhosa: ;Sei do seu pesar. Você terá um ninho acolhedor! Aqui saberemos reconhecer o seu valor!”



À QUEIMA-ROUPA




Leany Lemos, Secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão do DF

Você vai se desincompatibilizar do governo para disputar as eleições?
Sim. Vou sair para ser pré-candidata ao Senado. Quero ser a primeira senadora de Brasília. O mundo mudou, a sociedade mudou, há uma demanda por renovação política. O Estado como está não responde às necessidades sociais. Muitas mudanças dependem de um debate nacional, e quero participar dele.

Sua candidatura ao Senado será uma defesa do governo Rollemberg como você tem feito nas redes sociais e nos debates públicos?
Se acredito, defendo. Com força. Sou mulher de convicções, não de rédeas. Defendo que este é um governo sério, ético, transparente, comprometido, que busca a profissionalização e o bem. Defendo o governo e o governador, e estou neste projeto, por acreditar que é o melhor para a cidade, para o país, para a minha família. Não vejo nenhum outro projeto melhor.

Acha que tem muito a mostrar ao eleitor?
A gente precisa de quem olhe para o coletivo: o eleitor e a eleitora; o homem e a mulher; o jovem e o idoso. Os interesses organizados se apropriaram das maiores fatias das finanças públicas. Há distorções na alocação dos recursos. O gasto é, no limite, o retrato da política pública. Não podemos manter o atual modelo, que está claramente falido. Defender mais igualdade, mais oportunidades, de maneira firme e sem demagogia, não é para os fracos. É fácil dizer, difícil fazer. Nós fizemos e temos clareza disso.

Qual será o debate no Congresso no próximo mandato?
O debate da próxima década será feito com base em modelos estruturantes: qual previdência queremos? qual sistema tributário? qual modelo de desenvolvimento regional? qual modelo de Estado? quais parcerias com a sociedade civil e setor privado? Quem evitar o debate franco e os fatos se comprometerá e comprometerá o país ; e todos nós, estados e municípios ; num trágico abraço do afogado. Quem não mudar nada, condenará as futuras gerações ao permanente atraso. Há uma pauta de direitos que precisa ser defendida, porque está sob forte ataque conservador, no pior sentido da palavra. Direitos de minorias, por exemplo. O caso da Marielle Franco demonstra isso. Nosso país nunca foi um país de polarização destrutiva, ao contrário. Nossa história é muito mais a da construção do consenso. Mas isso se perdeu num debate que se reduz a ataques. A pauta progressista também deve ser um dos desafios do Congresso nos próximos anos, e quero participar dela. Temos uma baixíssima representação feminina na política. Os espaços são delimitados e a competição política é bruta, empurra as mulheres para fora do sistema. Há uma enorme demanda de reconhecimento pelas desigualdades de gênero no ambiente de trabalho, nas oportunidades, inclusive políticas.

Teme as fake news e os ataques de servidores públicos e sindicatos adversários ao governo?
As fake news já deram a tônica da disputa política no mundo e já estão dando sinais por aqui. Temos de lutar contra a pobreza do debate. Discutir o que fazer, como fazer, quando fazer. Devemos tentar manter o ataque mesquinho e pessoal o mais longe possível, sabendo que o ;vale-tudo;, por uns e outros, vai ocorrer. Não temo nenhum debate. Aprecio e respeito os servidores e sindicatos. O servidores, porque sem eles não há serviço publico, e há milhares de servidores que se dedicam todos os dias, o melhor da sua energia, a construir uma vida melhor para os outros. Os sindicatos são outra coisa. São organizações. Com estrutura, recursos, agendas, interesses. Respeito seu papel legítimo de defender as causas. Eles fazem parte do jogo democrático, como todas as forças que existem. Mas não precisamos concordar, porque papel de governo é defender a sociedade, o todo. O que for bom para a criança na escola, o paciente no hospital, o cidadão na rua. E eleição é exatamente isso ; momento de debate. Haverá tentativa de manipulação, contorcionismos. Nosso papel é trazer também a verdade.

Dá pra se eleger em cargo majoritário no DF com um discurso de ajuste fiscal que cortou os reajustes de servidores?
Sem equilíbrio fiscal se perde a governabilidade da cidade e do país. Isso todos presenciamos no dia a dia. A ideia do desequilíbrio como força motora da economia não prospera. Gastar mais do que tem? Onde isso funciona? A boa dona de casa sabe que não pode. Ela compromete a estabilidade da família, as oportunidades dos

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