Paulo Djorge, músico

Paulo Djorge, músico

» Matheus Dantas*
postado em 08/06/2018 00:00
 (foto: Facebook/Reprodução)
(foto: Facebook/Reprodução)


Os músicos brasilienses estão de luto. Morreu na manhã de ontem, aos 54 anos, o cantor e compositor Paulo Djorge Rodrigues de Carvalho. Ele sofreu um infarto fulminante, em casa. O velório está marcado para hoje, a partir das 16h, no Crematório Metropolitano de Valparaíso.

Maranhense de nascimento e candango de coração, Paulo Djorge foi um dos principais compositores regionais de Brasília, com letras que falavam principalmente de amor, o músico tinha como referência a capital federal. ;Paulo Djorge era um cantor de voz privilegiada porque atingia graves e agudas com igual propriedade. E compunha com muita qualidade, quer fosse uma valsa ou um samba. Éramos amigos e, em nossos encontros, em bares ou na casa do poeta Vicente Sá, as nossas conversas em torno da música e da poesia varavam as horas. Um legado deixado por Paulinho é a sua inquietação criadora. Ele sempre foi em busca de mais e do melhor, ainda que isto custasse muita pesquisa e horas de trabalho;, relembrou o amigo e compositor Aloísio Brandão.

;Ele sempre foi um músico apaixonado pela cidade. Mesmo quando ele estava morando no Rio de Janeiro, não se esquecia da cidade, seja nas composições, seja nas nas conversas com os amigos. Toda oportunidade que o Paulo tinha de convidar alguém para tocar com ele, chamava os companheiros daqui da capital;, contou Vicente Sá, poeta e amigo havia mais de 30 anos do músico. Sempre rodeado de amigos, o compositor tinha como um dos locais favoritos o Espaço Cultural Leão da Serra. Era lá que se reunia com os colegas, cantava, conversava e escrevia. ;O Paulo vai fazer uma falta enorme;, lamentou a amiga, Lúcia Leão.

Paulo escreveu canções para cantores como Ellen Oléria, para quem compôs Me leva, ou Greice Ive, que recebeu a música Seu olhar. ;Ele tinha paixão por Brasília e usava isso para escrever suas composições. Era muito querido por todos do nosso meio;, destacou a cantora Célia Porto.

A filha Luma Andrade, 15, relembra o pai sempre sorrindo. ;Era uma pessoa maravilhosa, que nos inspirava. Vai fazer muita falta, como pai, músico e amigo;. Outra filha, Yasmin Carvalho, 18, disse que ;perdeu um amigo.

Um dos desejos do compositor era que seu enterro fosse acompanhado de muita música e a presença dos amigos. ;Ele tinha falado sobre isso à Carolina, mulher dele. Vamos reunir músicos e amigos para fazer uma homenagem, do jeito que ele gostaria. Renato Matos, Gadelha Neto, o pessoal do Liga Tripa estão confirmados;, assegurou Vicente Sá. O compositor deixou mulher e quatro filhas.

* Estagiário sob a supervisão de Margareth Lourenço (Especial para o Correio)

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