>> Sr. Redator

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postado em 21/10/2018 00:00
Fake news

Absurda a proposta do PSol de solicitar à Justiça Eleitoral o bloqueio do WhatsApp durante o período eleitoral. O correto é exigir dos operadores do sistema a colocação de filtros que eliminem as fake news. Vejo que a maioria dos partidos fazem muitas promessas, mas o que o povo precisa mesmo é de educação. Não há outro caminho para elevar a qualidade da política no país. Hoje, observo que a opção dos eleitores pela extrema-direita é por absoluta falta de conhecimento. Os ricos, pelos interesses óbvios que um regime de exceção garante à elite, mas a maioria esmagadora dos eleitores age como manada, sem saber se estão em direção a um pasto verdejante ou para o abatedouro. Hoje, o WhatsApp é uma forma fantástica de comunicação rápida entre pessoas e boa parte delas é mais vítima do que autora da proliferação das falsas notícias. Não fosse assim, o resultado eleitoral seria outro. A Polícia Federal tem meios para descobrir quem são as pessoas que viralizam fake news no WhatsApp e nas redes sociais em geral. Basta querer.
; João Américo da Silva, Águas Claras

; Tertulianos, frívolos peraltas. Quem foram paspalhões desde fedelhos, um dia, deixaram de andar à malta e postaram-se diante do espelho? Vendo o Brasil refletido, lá em frente, pelas costas, em imagem invertida, dispararam mil fake news para atingir o adversário, com outras tantas falsas promessas, cada qual indagando: ;Espelho meu, quem mais capaz do que eu para governar o gigante adormecido?; Lá, por trás da cortina, a severa a voz da Carta Magna lhes sussurra em advertência: ;Se, quem for vencedor, por caminhos oblíquos andar, que mire, lá por trás do espelho, as desbotadas figuras de Collor e Dilma, alijadas pela espada do impeachment, hoje, politicamente mortas, não fazem falta, por mais que esperneiem nos bastidores da politicagem;.
; Elizio Nilo Caliman, Lago Norte

Meio ambiente


Tenho a impressão de que o candidato Bolsonaro perderá alguns milhares de votos se continuar a esbravejar contra os defensores do meio ambiente. A nossa biodiversidade é imensa, somos donos de quase 20% da água-doce do planeta e a nossa Amazônia é considerada o pulmão do mundo, portanto, chega às raias da inconsequência e da irresponsabilidade um candidato à Presidência da República menosprezar o nosso meio ambiente. Quem está dizendo essas palavras é um cidadão com 77 anos de idade, militar aposentado, que não está preocupado consigo mesmo, mas sim com as gerações futuras, como a da sua filhinha, para que recebam um mundo melhor do que o que estamos vivenciando agora. Candidato, tenha mais respeito com os funcionários do meio ambiente, que trabalham mais por amor ao que fazem do que pela remuneração que recebem.
; Paulo Molina Prates, Asa Norte

Corrupção


O presidente do Pros, Eurípedes Júnior, virou foragido da polícia. Envolvido em mais um escândalo de corrupção, ele, como muitos outros políticos, bem ilustra a falência dos partidos políticos no país. E isso bem se explica pela quantidade de legendas, pois é muito fácil criar uma agremiação partidária. Impossível acreditar que, neste país, haja tantas ideologias que diferenciam os partidos. Parece evidente que eles são instituídos com o claro intuito de abocanhar o dinheiro do fundo partidário e se beneficiar das facilidades e dos privilégios que são dados aos filiados. Ainda não foi nessa eleição que os brasileiros ignoraram essas pequenas legendas que não traduzem os anseios populares nem têm um programa compatível com os interesses da sociedade e da nação. Enquanto houver essa legislação frouxa, a libertinagem garantirá a participação de delinquentes na política e, por meio deles, as práticas de corrupção jamais serão eliminadas.
; Alberto Souza, Octogonal

Mulheres


O resultado eleitoral para os legislativos local e federal mostrou que, mais uma vez, as mulheres foram preteridas. A hegemonia masculina prevaleceu em detrimento da equidade de gênero. Interessante foi a Câmara dos Deputados questionar a Justiça Eleitoral sobre como os partidos deveriam proceder para financiar a campanha das mulheres e, assim, cumprir a Lei das Cotas, que garante 30% das vagas para as candidatas. Por que não partilhar o dinheiro da mesma forma que divide com os homens? Seria uma solução óbvia. Mas os machistas não gostam de mulheres, principalmente quando muitas delas se mostram muito mais capazes do que eles e embaçam o desempenho deles como parlamentares. Mais grave, no entanto, é mulher não votar em mulher. Como maioria na sociedade, as mulheres poderiam mudar radicalmente o perfil dos legislativos. A Lava-Jato mostrou que os homens formam a força hegemônica da corrupção que vem destruindo o país. Quem sabe se, nas próximas eleições, conseguiremos impor a forma feminina no Congresso e em outras instâncias legislativas?
; Elvira Gonzaga de Oliveira, Jardim Botânico

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