Eduardo: "Indicação mantida"

Eduardo: "Indicação mantida"

Rodolfo Costa Maria Eduarda Cardim
postado em 21/08/2019 00:00
 (foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
)
(foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados )


Após o presidente Jair Bolsonaro sinalizar que pode rever a decisão de indicar o filho Eduardo Bolsonaro à embaixada de Washington, nos Estados Unidos, o próprio deputado federal do PSL negou que tenha discutido o assunto com o pai. ;Estou confiante e esperançoso. Vai dar tudo certo e está mantido;, disse aos jornalistas quando foi questionado sobre a possibilidade de o chefe do Planalto rever sua posição.

Na última semana, consultores legislativos do Senado emitiram um parecer baseado em súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2008, afirmando que a nomeação do parlamentar para a vaga de embaixador é nepotismo. Apesar do parecer contrário, o governo ainda trabalha no convencimento dos senadores.

Na saída do Palácio da Alvorada, ontem pela manhã, Jair Bolsonaro foi perguntado se existe alguma possibilidade de ele não confirmar o envio ao Senado da indicação de Eduardo à embaixada. Ele não foi assertivo, limitou-se a dizer que vê competência do filho para o cargo, mas demonstrou uma certa preocupação de ver o nome vetado: ;Eu não quero submeter meu filho a um fracasso;, frisou.

A intenção, no entanto, ainda é buscar o convencimento dos senadores. ;Estamos trabalhando, conversando;, afirmou. O presidente analisou como tendencioso o parecer do Senado que aponta nepotismo. O relatório dos consultores legislativos da Casa foi pedido pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), da oposição. ;As consultorias agem de acordo com o interesse do parlamentar. É como uma redação: ;Façam uma matéria sobre Jesus Cristo;. Aí, você pergunta: ;Contra ou a favor?;. É ou não é? É assim que vocês aprenderam na universidade. Aqui, é a mesma coisa. Tem um viés político nessa questão;, sustentou.

Bolsonaro disse que o governo se baseia na Súmula Vinculante n; 13, que, nesse caso, não entende a indicação para embaixada como nepotismo. Além de defender que a sugestão de Eduardo é juridicamente viável, ele frisou que o posto é ocupado por alguém que exerce atividades de relações públicas em prol da imagem do Brasil no exterior. ;Eu já falei para vocês: quando estive em Israel, o embaixador que estava lá foi para a Palestina, para não receber um bom-dia meu. Não pode ter viés ideológico nessa questão;, ressaltou. ;Embaixador é um cartão de visitas. Primeira coisa: eu, para ser presidente, não tenho de entender de educação, saúde, economia? É impossível. Agora, se o Senado quiser vetar, é direito deles.;

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