Na quebrada do funk

Na quebrada do funk

Matheus Mazzafera estreia reality show sobre o ritmo no YouTube

Por Vinicius Nader
postado em 22/12/2019 00:00
 (foto: Iudi Richeli/Divulgação)
(foto: Iudi Richeli/Divulgação)
Seja conversando com famosos no projeto Talk show, seja no novo reality Os homens estão na quebrada, é no YouTube que Matheus Mazzafera se sente em casa. Pela tela do computador ; ou do celular ; ele aproveita para falar de tudo com o público.

A nova empreitada de Matheus é o reality Os homens estão na quebrada, no qual ele e o produtor Rodrigo GR6 procuram um novo nome do funk entre os mais de 20 mil inscritos. ;O reality é uma oportunidade de revelar novos talentos da música brasileira, sobretudo do gênero funk. A dinâmica do programa é bem parecida com as dos grandes realitys que vemos. Toda a exibição do programa será no meu canal e isso torna esse projeto também um diferencial, pois estamos fazendo um reality entre MCs em um canal do YouTube. Isso tem certo ineditismo e relevância social;, explica Matheus, em entrevista ao Correio.

O apresentador ressalta que a musicalidade e o engajamento social do funk estarão retratados em Os homens estão na quebrada. ;Estão na quebrada todas as identidades de gênero e orientações sexuais. A quebrada é para todos, cabem todos, é do povo, é dos sonhos e talentos dessa gente batalhadora. No funk, há um envolvimento pelo ritmo forte, pelas letras que gritam justiça, respeito, democracia. É um tipo de música, hoje, presente nos bailes e boates, independentemente da região. E, quando olho para o funk, vejo além de um ritmo divertido, existe nele atitude.;

Duas perguntas/ Matheus Mazzafera

No projeto Talk show, você consegue declarações polêmicas e, às vezes, confidências dos entrevistados. O humor com que você conduz as entrevistas é um artifício para que eles fiquem mais à vontade com você?
Na verdade, acredito que tudo parece mais ;no filter; justamente porque também gosto que seja assim, pois acho que o público se identifica ; até mais ; quando pessoas públicas que eles admiram estão ali, falando, de cara limpa, sobre emoções, verdades, medos, anseios. E se sentir à vontade acaba sendo, também, um reflexo da boa relação que tenho com os convidados, da pauta, entre outros fatores.

Você costuma levantar bandeiras sociais, especialmente as ligadas ao movimento LGBT+, nas ações no canal. Posicionar-se enquanto pessoa pública é uma forma de fazer política?
Sim, e diria mais: existir já é fazer política, ainda mais nos dias de hoje em que o ódio, os padrões, as imposições estão sempre sendo reforçados. Os discursos opressores não podem nos desestimular, então acredito que uma pessoa pública, por ter grande alcance e visibilidade, pode ser uma grande voz para abordarmos questões sociais importantes.

Leia a entrevista completa no blog Próximo Capítulo


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