Instagram para se posicionar

Instagram para se posicionar

postado em 26/01/2020 00:00
 (foto: Fotos: Nicolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Fotos: Nicolas Braga/Esp. CB/D.A Press)

O desejo de posicionamento digital motivou os responsáveis pelo clube de benefícios Vivan a criar uma conta de Instagram. Trata-se de um produto novo, criado em 2019, quando o time ainda estava descobrindo a jornada dentro do marketing e do mercado de atuação. O Vivan trabalha com vantagens, descontos e benefícios em estabelecimentos comerciais. ;Nosso Instagram serviu para nos posicionar e mostrar que a gente existia. Posteriormente, decidiríamos se seria para captação ou não de clientes;, afirma Pedro Lemos, 32 anos, CEO do Vivan.


Quando o aplicativo do clube de benefícios, desenvolvido pela empresa de tecnologia Happe, ficou pronto, os integrantes não sabiam se seria melhor contratar uma agência de marketing digital ou uma pessoa para trabalhar dentro do Vivan. Por isso, pesquisaram e fizeram orçamentos. No meio da jornada, perceberam que fazia mais sentido trazer alguém para dentro da firma. ;Esse profissional nos ajudaria a produzir conteúdo, definindo melhor qual é nosso público e entrevistando consumidores para entender como eles interagem com a marca;, observa Pedro.


Então, contrataram uma estagiária que os ajudou a estruturar uma estratégia de marketing e criaram uma conta no Instagram. Além de ser mais barato do que uma empresa especializada na área, a estagiária se dedicou exclusivamente à conta do Vivan, o que segundo o CEO foi fundamental. Hoje, Pedro não faria diferente. O CEO só contrataria uma agência se fosse para tê-la como sócia, pois ele acredita que, se o Vivan fosse apenas mais um cliente dentro de uma empresa, ele não seria prioridade. ;Como em uma startup tudo acontece muito rápido, se a agência não faz parte do processo, a startup perde a capacidade de velocidade na tomada de decisão.;


Além disso, Pedro nota que a opção por contratar uma empresa especializada traz muito gasto. O Vivan é uma startup, e, como tal, está em constante estado de transformação. A estratégia digital teria que ser alterada logo, e a gestão virtual ficaria mais engessada se terceirizada. ;Por isso, é legal começar com um estagiário ou com pessoal de empresa júnior. Eles vão construindo e adaptando à medida em que a gente precisa. Depois, se a firma crescer e estiver com bom faturamento, talvez seja a hora de ir para a mão de uma agência.;


Com a estagiária de marketing no time, os integrantes da equipe do clube de benefícios começaram a fazer testes. ;Observamos o que a concorrência fazia. Então, colocamos nosso conteúdo e começamos a divulgar. À medida que tínhamos interação do usuário, a gente adaptava;, relembra. Eles não traçaram metas de seguidores ou curtidas, queriam apenas posicionamento. E os resultados apareceram. ;Conseguimos alguns clientes por meio da rede, mas não foi nosso foco. Não fizemos nenhum impulsionamento (quando se paga para fazer o post chegar a mais pessoas).;


Pedro destaca a necessidade de tomar decisões rapidamente. O Vivan, por exemplo, começou com o objetivo de vender para pessoas físicas; então, as redes sociais seriam um ótimo caminho para chegar até elas. Ao longo do percurso, ele percebeu que seria melhor ter como cliente pessoas jurídicas, como academias ou clubes, que poderiam ofertar o cartão de benefício para os usuários. Assim, a estrutura de negociação e das redes sociais foi modificada.


Formado em direito pelo Centro Universitário Iesb e pós-graduado em gestão empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Pedro explica que, embora a atual meta do Vivan não seja de marketing, isso não significa que as redes sociais ficarão inativas. ;A partir deste mês, vamos ter, pelo menos, uma postagem semanal, porque o cliente que entrar por meio da empresa parceira vai buscar dado sobre o Vivan nos nossos canais;, diz.


O CEO pontua que a maior parte das pessoas acessam informações via omnichannel ; união de vários canais para facilitar operações do usuário. ;Por isso, redes sociais são um ponto importante que você tem que deixar nutrido com postagens. Os clientes podem consumir informações por ali também, não só pelo aplicativo da marca;, destaca. Atualmente, o Instagram do clube serve para mostrar o diferencial do Vivan e quais as vantagens de fazer parte da comunidade. ;Não é uma ferramenta de atração, para conseguir assinantes. Queremos passar credibilidade;, esclarece Pedro.

E se eu optar por terceirizar?

Quem deseja ter seu negócio nas redes sociais também tem a opção de contratar uma agência de marketing ou publicidade para fazer esse serviço. ;Hoje, a concorrência é cada vez mais desleal. Existem vários canais de vendas e formas de se comunicar com o cliente. Por isso, sai na frente quem faz um bom plano de marketing;, afirma Bruno Homero, 33, formado em propaganda e marketing pela Universidade Paulista (Unip). Ele trabalha nessa área há 15 anos. Foi responsável pelas redes sociais de empresas como Vivo e Fujioka, onde contratava agências para administrar contas on-line, mas sempre se decepcionava.


;Muitas não tinham estratégia por trás. Começavam com um bom resultado e, no meio do contrato, o serviço mudava.; Em 2014, Bruno começou sua trajetória como empreendedor e se tornou sócio dos restaurantes Bio Smart Food e Frango no Pote. Ano passado, recebeu convite para uma sociedade em sua área de formação. Aceitou. Hoje, é CEO e sócio da agência de marketing Kaluma (KLM), onde faz campanhas on-line e off-line. ;Os clientes escolhem mais on-line. O investimento é menor, mais assertivo e fácil de mensurar;, relata.


Para solucionar problemas citados pelos CEOs do Brechó Peça Rara e do Vivan, Bruno acredita que é necessário contar com um analista, assistente ou gerente de marketing que entenda as necessidades da empresa e faça um planejamento estratégico para repassar à agência. ;Quando não contratam esse profissional, que seria a ponte, é difícil para a agência, porque cuidamos de outros clientes e não tem como investir a fundo no negócio da contratante;, explica. A Kaluma tem aproximadamente 30 clientes e oito funcionários, contando com Bruno.


Segundo ele, as empresas que contratam essa figura têm um resultado mais efetivo. ;A Bio Smat Food, por exemplo, tem um responsável por essa área que chega com o plano ou uma estratégia desenhada e a gente operacionaliza.; O CEO afirma que o alinhamento entre a agência e o cliente é de extrema importância. ;Sempre fazemos reuniões e só executamos algo com a aprovação deles;, diz. Bruno conta que agências como a KLM existem para resolver ;dores; de empresas por meio do marketing.


;Para dar visibilidade, aumentar a venda e ajudar no posicionamento;, explica. Por isso, na primeira reunião com o cliente, eles fazem um diagnóstico gratuito e propõ

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