O carregador de piano de Felipão

O carregador de piano de Felipão

postado em 26/06/2014 00:00
 (foto: Reuters)
(foto: Reuters)

Teresópolis (RJ) ; O volante Luiz Gustavo é um dos jogadores mais discretos da Seleção Brasileira. Sem a experiência de Júlio César, a genialidade de Neymar ou o visual chamativo de Daniel Alves e de David Luiz, ele atrai a atenção justamente pela simplicidade, levada para dentro de campo.

Dessa forma, se destacou no meio-campo da equipe de Luiz Felipe Scolari na primeira fase da Copa do Mundo. E dá continuidade à tradição de jogadores pouco badalados, mas muito eficientes, iniciada por Clodoaldo, em 1970; mantida por Elzo, em 1986; Mauro Silva, em 1994; César Sampaio, em 1998; e Gilberto Silva, em 2002.

São verdadeiros ;carregadores de piano;, jogadores que não aparecem muito para a torcida, mas que são importantíssimos para o restante da equipe. Afinal, dão a segurança para os demais se destacarem. ;Sou bem ciente do que preciso fazer para ajudar meus companheiros. Minha satisfação é, quando acaba o jogo, saber que dei o meu melhor, fiz o máximo. Isso é o que me motiva, me faz buscar melhorar a cada dia;, diz o jogador. ;Minha missão é dar liberdade ao segundo volante, aos outros jogadores. Então, não tenho como inventar, pois vou acabar me complicando.;

A menos de um mês de completar 27 anos, o paulista de Pindamonhangaba diz que a meta é seguir trabalhando em silêncio. ;Preciso da minha privacidade, gosto de viver a minha vida desse jeito, tranquilo. Deixo a badalação para outros jogadores;, comenta Luiz Gustavo. Segundo ele, essa filosofia acabou contribuindo o sucesso na carreira. ;Não tenho esse desejo de aparecer, de ter o nome gritado.;

O jeito reservado não o impede de se expressar perante os companheiros, opinando sobre a melhor forma de jogar. Diante do Chile, sábado, no Mineirão, pelas oitavas de final, por exemplo, ele já alertou para os perigos que o Brasil vai enfrentar. ;Agora é mata-mata, só jogo difícil. Teremos pela frente um adversário complicado e temos de nos concentrar em nosso trabalho, assim é que estaremos preparados para os desafios;, afirma o volante. A seriedade, diz ele, deve ser um mantra daqui em diante. (PG)

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