OMS pede maior acesso a tratamentos

OMS pede maior acesso a tratamentos

postado em 02/12/2014 00:00

O impacto da ampliação do uso de antirretrovirais é o foco de novas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o uso da medicação como tratamento e como prevenção à infecção pelo HIV. Ontem, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, foi contabilizado o recorde de 13 milhões de pessoas com acesso ao tratamento anti-HIV em todo o mundo.

Apesar do grande progresso nos últimos anos mostrado por esse número, ainda falta muito para se alcançar o atendimento universal da população vivendo com HIV/Aids. Somente no ano passado, foram 2 milhões de novas infecções. A principal deficiência no acesso a serviços de tratamento e prevenção está nos países de baixa e média rendas. Nesses locais, estima-se que um a cada três adultos soropositivos recebe a terapia adequada.

As orientações publicadas pela OMS incluem medidas voltadas para o fornecimento de medicamentos para pessoas expostas ao HIV, como profissionais de saúde, trabalhadores do sexo e sobreviventes de estupro. Essa estratégia já existe no Brasil e é conhecida como profilaxia pós-exposição (PEP). Também são feitas recomendações sobre prevenção e gestão de ;infecções oportunistas; comuns à condição soropositiva e de doenças como infecções bacterianas e malária grave.

Para Gottfried Hirnschall, diretor do Departamento de HIV/Aids da OMS, o aumento do acesso aos antirretrovirais é um sinal claro de que o mundo está trabalhando para fechar a lacuna no fornecimento de acesso ao tratamento do HIV. ;As drogas tornaram-se muito mais baratas, mais seguras e mais simples (apenas um comprimido por dia, em vez de um punhado de comprimidos diferentes). Os pacientes são capazes de começar a tomá-las mais cedo, antes de ficarem doentes;, disse. Segundo Hirnschall, hoje, os pacientes têm consciência de que a terapia deve ser administrada para a manutenção da saúde e também para limitar a possibilidade de que o HIV seja passado para parceiros e filhos.

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