O caldeirão do carnaval

O caldeirão do carnaval

Na capital, Victoria, uma grande festa homenageia a diversidade cultural. Neste ano, 29 países participaram de uma competição. Venceram os ingleses, que desbancaram os brasileiros na disputa

» Juliana Contaifer
postado em 27/05/2015 00:00
 (foto: Juliana Contaifer/CB/D.A Press)
(foto: Juliana Contaifer/CB/D.A Press)

Este ano aconteceu o quinto carnaval internacional de Victoria, a capital de Seychelles. O objetivo é homenagear o ;caldeirão cultural; que forma o povo seychelloise e, para tal, são convidados grupos de carnavais de vários países para três dias de festa. Como nem todo país tem carnaval, grande parte das nações envia representantes da própria cultura ; a delegação da Coreia do Sul, por exemplo, consistia de quatro lutadores de tae kwon do em uma performance; a da Espanha, em vários homens com roupas típicas e tocando músicas tradicionais em violas, violões e bandolins; e a da Suazilândia, um grupo de dançarinos que apresentava uma dança tribal com cantos.

Ao todo, 29 delegações se apresentaram. Na noite de abertura, estavam presentes o rei Osei Tutu II, da região de Ashanti, em Gana, que compareceu com uma Corte de 200 pessoas e a princesa da Suazilândia, além do, Presidente Didier Robert, da Ilha da Reunião. No dia seguinte à abertura ocorre o desfile, que é quando as delegações atravessam as ruas da capital Victoria junto a carros representando as ilhas, escolas, academias e hotéis de Seychelles. O encantamento com a delegação brasileira era claro ; as crianças queriam encostar na saia da porta-bandeira e todos faziam fila para tirar foto com as passistas.

Apesar do sucesso brasileiro, a vencedora do carnaval foi a delegação de Notting Hill, na Inglaterra, que levou dois carros e quase o triplo de integrantes do grupo brasileiro, com grandes fantasias. Em segundo lugar, o Brasil, e em terceiro, o grupo das ilhas Maurício, que têm um carnaval bastante parecido com o brasileiro, com passistas. Segundo o governo, quase metade da população de Seychelles compareceu ao evento.

A repórter viajou a convite da Global Vision Access


Saiba mais

Origem

As ilhas Seychelles foram, por muito tempo, refúgio de navios piratas. Os locais contam que o navio pirata La Buse, naufragou no século 18 e seu tesouro de US$ 150 milhões está afundado em algum lugar próximo à ilha de Mahe. Ninguém encontrou o barco até hoje!

Fuso horário
O horário oficial de Seychelles é sete horas à frente do horário de Brasília.

Quando ir/ temperatura
O clima em Seychelles é tropical ; quente e muito úmido, alguns dias chegam a 90% de umidade. Quando faz muito calor, é comum uma chuva rápida, de verão. Os melhores meses para visitar o arquipélago são de dezembro a março, que são mais quentes e úmidos.

Organize seu passeio

Há algumas empresas de turismo em Seychelles, sendo que as duas maiores são a Mason;s Travel e a Creole Travel Services. As duas organizam itinerários, transfers, barcos para passear entre as ilhas, acomodações e até casamentos.





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