Educação e ação social

Educação e ação social

postado em 17/09/2015 00:00
 (foto: Vice/Reprodução)
(foto: Vice/Reprodução)

Os idealizadores do projeto Brasília 360; cogitam expandir o negócio para outras áreas que não sejam o cinema. Eles afirmam que a linguagem da realidade virtual é perfeita para ser aplicada a ações promocionais, como pequenos vídeos de publicidade e cobertura de eventos. Entretanto, a proposta atraiu os olhares do setor de construção civil. Algumas empresas demonstraram a intenção de fazer treinamentos para profissionais do ramo com auxílio de simuladores.


A ideia de transportar pessoas para outros lugares sem que elas se movam já chegou às escolas dos Estados Unidos graças ao Google Expeditions, referência para os cineastas brasilienses. Todo mundo sabe que saídas de campo são uma ótima maneira de tornar as disciplinas escolares mais atraentes e inteligíveis, mas nem todas as viagens são possíveis, dependendo da época e da distância. A ideia do Expeditions é levar os estudantes a qualquer lugar, mesmo que seja à superfície de Marte, a recifes de corais ou a uma cidade em épocas passadas, para dar aos alunos um entendimento profundo da realidade além da escola.
O cineasta Chris Milk é a principal referência dos brasilienses em termos de realidade virtual feita para o cinema. Milk começou a carreira na criação de videoclipes para artistas como Kanye West, U2 e Arcade Fire. Hoje, em parceria com as Nações Unidas, faz documentários ao redor do mundo com o objetivo de colocar os espectadores dentro da realidade de quem precisa ter uma vida melhor. Um dos filmes, Clouds over Sidra (Nuvens sobre Sidra), foi gravado em dezembro de 2014 e conta a história de Sidra, uma garota de 12 anos que vive num campo de refugiados sírios na Jordânia. No filme, feito em conjunto pela empresa de realidade virtual VRSE e pelas Nações Unidas, e Gabo Arora, um colaborador, o espectador se depara com a realidade de Sidra em full-screen e pode interagir com o ambiente onde ela está.

Conexão
A equipe de Milk filmou em todas as direções, com um sistema de câmeras construído por eles. Câmeras 3D e microfones binaurais (que simulam a captação de sons pelo ouvido humano) garantem o efeito 360 graus e, principalmente, a empatia. Em janeiro deste ano, o documentário foi exibido no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, a pessoas cujas decisões afetam a vida de milhões de pessoas.


Sem a intervenção de Milk, essas pessoas jamais estariam sentadas numa cabana de um campo de refugiados. De repente, com os óculos de realidade virtual no rosto, elas estavam lá. Para o cineasta, o efeito de ;estar lá; é obtido por meio de uma máquina, mas, por meio dela, os seres humanos podem ser mais compreensivos, empáticos e conectados. O objetivo do trabalho é conectar as pessoas de maneira profunda, mudando suas percepções sobre a realidade.

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