Para que serve a política

Para que serve a política

Ana Dubeux anadubeux.df@dabr.com.br
postado em 15/07/2018 00:00

Bastam um ou dois cliques para se ter acesso ao significado de política. Eles são muitos, de acordo com as teorias de filósofos e outros cientistas sociais que se debruçaram sobre a palavrinha que vem lá dos gregos (pólis = cidade-estado). As explicações costumam remeter à ideia de organização, administração eficiente, governo das cidades. Política é uma ciência, a mais nobre de todas, embora muitos a tratem apenas como uma profissão transitória, que garante aposentadoria vitalícia e benefícios abjetos num país onde o povo paga impostos, mas não os vê retornar em direitos básicos.

Apesar de estar intrinsecamente relacionada a poder, política deveria ser mais associada ao servir. Tenho falado sobre o tema constantemente aqui nestse espaço, uma forma de chamar atenção para a importância de algo negligenciado no dia a dia. No Brasil, política é piada pronta, é desprezo, é a arte de roubar e negociar em prol de estruturas arraigadas de poder econômico. Que pena! Política deveria ser a mais bonita e honrada função numa sociedade. Não construímos essa noção à toa. Os políticos, os que elegemos e os que anteriormente nos representaram sem voto mesmo, nos ensinaram que por aqui há sinônimos diversos para esta ciência ; e eles não são bons.

Ainda que o investimento em educação esteja longe de eliminar o voto de cabresto e ainda mais distante de nos ensinar que o outro tem lugar na sociedade ; e que, neste caso, o individualismo anda de braços dados com o atraso ;, não podemos desistir. Em outubro, precisamos votar com consciência, eleger aqueles que não nos deixem sempre subjugados aos interesses de empresários ou de castas do serviço público. Seria interessante ver um Parlamento discursar e comemorar leis que trouxessem reais conquistas sociais e não apenas medidas eleitoreiras que favorecem grupos a curto prazo e levam o Brasil à ruína daqui a alguns anos.

Elegeremos presidente, congressistas, governadores. Temos a chance de, mais uma vez, colocar no poder pessoas que representem o interesse coletivo de tornar o Brasil maior. Os imensos índices de rejeição dos candidatos revelam indignação e preocupação. Mas nada disso torna a política desnecessária, muito pelo contrário. Como diria Winston Churchill, ;a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais...;.

Por isso, caro leitor e eleitor, a saída é a transformação pelo voto. Tirar o poder de representação de quem não se mostrou digno dele é uma obrigação moral que temos. Precisamos honrá-la. Precisamos também nos informar sobre os planos dos candidatos, as causas que defendem, o passado que construíram. O Correio Braziliense vai contribuir com debates e sabatinas. No dia 22 de agosto, acontecerá o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal. Fique atento, reflita, cobre, seja exigente. Só nós, eleitores, somos capazes de mudar o curso de nossa história.

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