Turista não verá a Pampulha limpa

Prefeitura de BH e Copasa admitem que desassoreamento e retirada de esgoto não serão concluídos antes da Copa

Flávia Ayer
postado em 19/02/2014 00:00
 (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press %u2013 3/8/13)
(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press %u2013 3/8/13)

Mais um atraso na despoluição da Lagoa da Pampulha impedirá que o cartão-postal esteja revitalizado a tempo da Copa do Mundo. Previsto inicialmente para maio, o desassoreamento do reservatório, com a retirada de 800 mil metros cúbicos de sedimentos, só será concluído em agosto. Já a interceptação dos esgotos de Contagem, impedindo que dejetos caiam no espelho d;água, deveria ter ficado pronta em dezembro, mas foi adiada para junho. As ações, junto da recuperação da qualidade das águas ; prevista apenas para 2015 ;, integram os três pilares da revitalização da lagoa. Os novos prazos para a despoluição foram apresentados ontem, em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com o coordenador-executivo do Programa de Recuperação Ambiental da Sudecap, Ricardo Aroeira, contratempos durante o desassoreamento provocaram o atraso. ;Nossa previsão era fazer o bombeamento em sua totalidade, mas, por causa do material fino e do lixo encontrados, resolvemos usar tecnologias alternativas. Outro problema foi a interdição do local da destinação dos sedimentos pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semad);, afirmou Ricardo.

Já os atrasos nas obras de esgotamento sanitário da Bacia da Lagoa da Pampulha pela Copasa são atribuídos a processos judiciais relacionados a desapropriações em Contagem. Em nota, a estatal informa que 70% das intervenções estão concluídas e que, das 10 obras em andamento, quatro ficarão prontas até março e seis, até junho. ;Lamentamos os atrasos e achamos que os turistas veriam a Pampulha de outra forma. Mas acho que a lagoa está no caminho certo;, comentou a deputada federal Luzia Ferreira (PPS), uma das solicitantes da audiência pública.

A intervenção para a melhoria da qualidade das águas, tornando-as capazes de receber esportes náuticos, ainda está em fase de licitação e, considerando o prazo de 10 meses para a conclusão do tratamento, só ficará pronta no ano que vem. De acordo com a Sudecap, estão sendo empregados R$ 109 milhões no desassoreamento, R$ 30 milhões no tratamento das águas, além do investimento pela Copasa, por meio de recursos do governo federal, de R$ 102 milhões no esgotamento sanitário.

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