Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 07/05/2014 00:00

À flor da pele
A manchete da primeira página da edição de 6 de maio, ;Um país à flor da pele;, retrata muito bem o elevado nível da criminalidade a que está sujeito o cidadão brasileiro. A nossa criminalidade é uma das maiores do mundo, registrando cerca de 50 mil homicídios por ano, ou 138 por dia, como se estivéssemos em plena guerra civil. A violência está presente na rua, na escola, no local de trabalho, no transporte coletivo e até na residência. Descrente, parte da população se julga no direito de justiçar, por mais absurdo que seja. O cidadão reclama que, no mínimo, os criminosos condenados por crimes graves e os reincidentes cumpram efetivamente a pena de reclusão compatível com a gravidade do ilícito. Todavia, nossas leis penais são excessivamente brandas e lenientes. De nada valem os esforços para melhorar o aparato de segurança, se a lei mantém o condenado em liberdade.
; Cid Lopes,
Lago Sul

; É preocupante a onda de justiçamentos praticados pelas populações de diversos locais do Brasil, provocando a morte de inocentes de forma cruel e sem a mínima chance de defesa, devido a boatos ou por semelhanças físicas. Em pleno século 21, véspera do grandioso evento da Copa do Mundo no país, temos uma população completamente desorientada, ignorante e abandonada pelo poder público, regredindo aos tempos da Idade Média. A situação é grave, pois os linchamentos sempre começam antes da deflagração de uma guerra civil, devido à incapacidade do Estado de fornecer segurança para as comunidades e punir os responsáveis. Soma-se ao atual caos a preferência popular por programas televisivos que diariamente retratam cenas de violência e discursos reacionários incentivadores da justiça com as próprias mãos. Cabe à sociedade impedir o aumento dessa selvageria inominável, antes de nos tornarmos as próximas vítimas.
; Daniel Marques,
Virginópolis (MG)

Pequenas causas
O artigo ;O moral e o imoral (2/5, pág. 12) e a consequente carta de leitor do Rio de Janeiro (12/5, pág. 12) sobre as desventuras da mulher com o Juizado de Pequenas Causas de Araruama (RJ) mandaram-me de volta ao passado. Também ganhei uma causa contra companhia telefônica nessa instância judiciária, embora em Brasília e só depois de recorrer, sendo obrigado a contratar advogado. É que, no primeiro julgamento, a sentença foi uma piada. Condenaram a empresa a devolver em dobro três de 10 cobranças indevidas metidas em minha fatura mensal! E rejeitaram o pedido de indenização por dano moral, sob a alegação de que eu não tivera mais do que ;simples aborrecimentos;. Ora eu estava sendo extorquido, e continuei a sê-lo mesmo depois de acionar a Justiça e a telefônica ser notificada disso! Irado, não tibueei: constituí advogado e recorri. Aí, sim, se fez justiça. Com direito a um esculacho em quem produziu a primeira e ; sem que eu pedisse ; uma indenização três maior do que a solicitada inicialmente. Em suma, dá trabalho, custa caro, mas funciona. Só é preciso ser brasileiro e não desistir nunca!
; Ariosto Guimarães,
Lago Norte

HUB

Dia desses, reportagem televisiva mostrou a situação caótica dos hospitais universitários brasileiros ; falta de equipamentos, médicos, funcionários; Mas toda regra tem exceções. Meu filho, residente em Caldas Novas, foi acometido de hemorragia interna, na região do esôfago, sendo imediatamente encaminhado a pronto-socorro administrado pelo SUS, de onde saiu pior do que entrou, tendo que ser encaminhado a uma casa de saúde privada, onde o paciente é bem atendido, desde que disponha de numerário, inclusive para pagamento do sangue a ser usado. Em função do alto custo, minha nora resolveu, por indicação de uma médica, trazê-lo para o HUB. Não por acaso, os médicos formados na UnB são de primeira linha, pois o atendimento que ele mereceu, bem como o conferido aos demais pacientes, nada deixa a dever aos grandes hospitais de qualquer cidade brasileira, da recepção ao tratamento. Tendo em vista o caso ser raro, foi várias vezes visitado por professores, com grupo de alunos, a fim mostrarem a melhor forma de tratamento. Agradeço a todos.
; Gumersindo Sueiro Lopez,
Asa Sul

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