Tubo de ensaio

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Fatos científicos da semana

postado em 10/05/2014 00:00

; Segunda-feira, 5
Influência externa
Um amplo estudo realizado na Suécia mostra que os fatores ambientais são tão importantes quanto a genética como causa do autismo. Os pesquisadores disseram terem se surpreendido ao descobrirem que a genética tem um peso de cerca de 50%, muito menor do que as estimativas anteriores, de 80% a 90%, segundo um artigo publicado no Journal of the American Medical Association. O resultado partiu da análise de dados de mais de 2 milhões de pessoas na Suécia entre 1982 e 2006, o maior estudo já realizado sobre as origens genéticas do autismo, que atinge uma em cada 100 pessoas no mundo. Entre os fatores ambientais, estão, segundo os autores, nível sócio-econômico da família, complicações no parto, infecções sofridas pela mãe e o uso de drogas antes e durante a gravidez.



; Quarta-feira, 7

Pinóquio rex
Um grupo de cientistas anunciou a descoberta, na China, do fóssil de um dinossauro terópode com 9m de altura e pesando cerca de 800kg. O Qianzhousaurus sinensis (foto) era uma espécie diminuta da família do tiranossauro, mas com nariz mais alongado, o que lhe rendeu o apelido de ;Pinóquio rex; entre os paleontólogos que o descobriram. O espécime analisado agora pelos pesquisadores foi o primeiro indivíduo adulto da espécie a ser encontrado. Outros dois exemplares já haviam sido desenterrados na Mongólia, mas eram indivíduos juvenis. Cientistas não sabiam dizer se o nariz longo sinalizava a existência de uma espécie diferente ou se os animais eram assim apenas por serem jovens. ;O novo fóssil resolve esse debate, pois tem o dobro do tamanho dos espécimes mongóis e é muito mais maduro. Ainda assim, preserva o focinho longo e os estranhos chifres;, afirmou Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo. Ele é um dos paleontólogos que descreveram, em artigo científico na revista Nature Communications, o fóssil do animal, que viveu há 66 milhões de anos.

Tumba de 5,3 mil anos
Arqueólogos encontraram no sul do Egito um túmulo e uma múmia bem conservados de 5,6 mil anos, anunciou o Ministério de Antiguidades do país. O túmulo é anterior ao reinado de Narmer, fundador da Primeira Dinastia, que unificou o Alto e o Baixo Egito no século 31 a.C., informou um comunicado. A câmara mortuária foi encontrada na região de Kom al-Ahmar, entre Luxor e Assuã, onde se localizava Hierakonpolis, a principal cidade e capital do reino do Alto Egito. Os arqueólogos descobriram a estátua de um homem com barba, feita com marfim, e a múmia, que parecia ter morrido na adolescência, segundo o ministério. Na tumba, também havia artefatos de pedra. O bom estado de conservação dos restos mortais permitirá obter informações sobre os rituais funerários pré-dinásticos, destacou Renee Friedman, à frente da equipe arqueológica multinacional que realizou as escavações. Na cidade de Hierakonpolis, foram encontrados há anos os túmulos dos reis Narmer e Ra, um faraó pré-dinástico que facilitou a unificação do Egito.


; Quinta-feira, 8
Gordos e saudáveis
No que diz respeito à alimentação saudável, os ursos-polares quebram todas as regras. Eles comem, sobretudo, gordura, mas não têm doenças cardíacas da forma que os humanos teriam se seguissem a mesma dieta. Cientistas afirmaram que a razão está nos genes desses animais, segundo artigo publicado na revista Cell. Alguns truques nos genes que atuam na forma como as gorduras são metabolizadas e transportadas no sangue permitiram aos ursos sobreviverem no Ártico, explicaram. Os pesquisadores compararam amostras de sangue e tecido de 79 ursos-polares da Groenlândia com material de 10 ursos pardos de diferentes países. Eles descobriram que um dos genes mais selecionado é o APOB, que nos mamíferos codifica a principal proteína do colesterol ruim, conhecido como LDL (lipoproteína de baixa intensidade), permitindo que se mude do sangue para as células. Alterações nesse gene sugerem como o urso-polar consegue administrar açúcar e triglicerídeos altos em um nível que seria perigoso para o ser humano. Os autores do estudo afirmaram que, um dia, as secreções digestivas do urso polar poderão ajudar a melhorar a saúde das pessoas em uma época de obesidade crescente.

; Sexta-feira, 9
Clonados sem patente
O método para clonar animais como a famosa ovelha Dolly pode ser patenteado, mas os espécimes resultantes da tecnologia, não. É o que determinou um tribunal federal de apelções dos Estados Unidos. Em 2008, o Instituto Roslin, em Edimburgo, na Escócia, que clonou a ovelha por meio da chamada transferência nuclear somática, solicitou a patente de todos os animais ;duplicados; pelo método. Contudo, o juiz do caso, Timothy Dyk, decidiu que os clones não podem ser patenteados. Citada pelo El País, Pilar Ossorio, professora de bioética da Faculdade de Direito de Wisconsin, disse que a decisão é uma vitória para pesquisas.

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