Mercadante prevê recessão

Mercadante prevê recessão

postado em 20/11/2014 00:00
O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, vê um cenário catastrófico para a economia, caso o Legislativo não valide o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e livra o governo do compromisso de alcançar superavit primário nas contas públicas em 2014. ;Se o Congresso não aprovar essa flexibilização, o que nos resta é parar investimentos e entregar o superavit, mas com recessão e desemprego. Empresas não pagariam o 13; aos funcionários;, disse ele, durante evento no Palácio do Planalto.

No momento em que o ministro previu o caos econômico se o governo precisar ajustar as contas, os líderes de partidos no Congresso ainda não haviam fechado o acordo para anular a tumultuada votação de terça-feira à noite em que a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou o projeto. Por isso, ele começou suas declarações com um agradecimento aos membros do colegiado pelo esforço. A sessão da CMO, porém, foi marcada por atropelos regimentais e muita discussão, o que levou a oposição a decidir por um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso a decisão fosse mantida.

Mercadante disse que é necessário flexibilizar a meta fiscal porque o governo teve que aumentar as despesas com o Programa de aceleração do Crescimento (PAC) e fazer desonerações tributárias para contar os efeitos da crise econômica. ;O superavit continua sendo um objetivo fundamental no ano que vem. Mas, em 2014, tivemos que intensificar uma política fiscal anticíclica;, disse. O ministro admitiu que, em 2015 será preciso fazer um ajuste. ;Temos que aumentar a eficiência do Estado, fazer mais com menos.;

Gerdau critica

O empresário Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau e chefe da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, ligada à Casa Civil, avaliou que a manobra fiscal do governo ;não pode ser um método de trabalhar;. Segundo ele, esse tipo de ação pode afugentar o capital estrangeiro. ;Os investidores têm opções no mundo. Vão para onde a rentabilidade e o risco se conjugam da maior forma.;

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