Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 02/12/2014 00:00

Os insaciáveis
Falta pouco para a presidente Dilma Rousseff concluir a reforma ministerial. E, por incrível que pareça, a maior interrogação é mesmo o PMDB. E nesse tabuleiro, a presidente terá de escolher entre o vice-presidente Michel Temer e a bancada de deputados peemedebistas. Isso porque dos seis cargos a que o PMDB tem direito, três estão definidos: Kátia Abreu (Agricultura), Moreira Franco (Aviação Civil), Henrique Eduardo Alves (Integração). Restam dois senadores, dos quais um é Eduardo Braga.

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O problema é o sexto nome. A bancada, conforme dito aqui, deseja um deputado eleito. E Michel Temer prefere o deputado Eliseu Padilha, que não concorreu à reeleição. Se Dilma atende Temer, perde uma ala expressiva da bancada. Se atende os deputados, desprestigia o vice-presidente.

Recuo tático

O PT decidiu só tratar da presidência da Câmara depois de aprovada a modificação na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano. A ordem até lá é não fazer qualquer marola que possa atrapalhar o bom andamento da proposta que libera o governo do amargo superavit nas contas de 2014.

Avanço programado
O líder do PMDB, Eduardo Cunha, aproveitará o tradicional almoço das terças-feiras da Frente Parlamentar de Agricultura para fazer os comerciais de sua candidatura à presidência da Câmara junto à maior bancada suprapartidária da Casa. São, pelo menos, 220 deputados. Henrique Eduardo Alves, atual presidente, acompanhará o líder. Alves atribuiu a vitória há dois anos aos ruralistas.

Petrolão, a mudança
Petistas que acompanharam a reunião do partido em Fortaleza sentiram uma sensível diferença na forma de lidar com escândalos de corrupção. Se até o mensalão, a ordem era enaltecer os líderes do partido envolvidos no processo como vítimas de uma grande conspiração para tirar força do PT, agora, a coisa mudou. A ordem é não ter colher de chá.

Modelo
A presidente Dilma Rousseff inaugurou ontem com o novo ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto, um novo estilo de transição: ministros novos despachando com aqueles que vão suceder. Esse sistema deverá valer para outros a serem anunciados em breve, caso de Kátia Abreu na Agricultura.

O tempo passa, o tempo voa;
; E Vargas ficando ;numa boa;. Com a prioridade voltada às sessões do Congresso para votar a mudança na LDO deste ano, André Vargas (sem partido-PR) voltou a ter esperança de que o processo de cassação não vá a votos esta semana. Sendo assim, faltarão só mais duas para o recesso, o que abre a possibilidade de o deputado concluir o mandato em janeiro.

Quase lá/
Com Arthur Chioro definido para permanecer no Ministério da Saúde, o ex-presidente Lula já tem, pelo menos, um ministro na Esplanada. Faltam os do PT.

Aposta/ Ninguém acredita em um clima muito palpitante na acareação entre Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró. O primeiro não quer nada que possa comprometer a delação premiada. E o segundo considera que quanto menos marola melhor.

O dono da voz/
Nem só de trabalho vive o senador Armando Monteiro Neto, novo ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Há quem diga que ele é um exímio cantor de boleros.

Segundo round/ Governo e oposição estarão atentos hoje ao líder do DEM, Mendonça Filho (foto), o deputado que enfrentou o presidente do Senado, Renan Calheiros, ao vivo.

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