Tarso defende saída de Vaccari

Tarso defende saída de Vaccari

postado em 31/03/2015 00:00
 (foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo - 5/2/15)
(foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo - 5/2/15)

O ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT) defendeu ontem o afastamento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Tarso disse que, se Vaccari não tomar a medida por iniciativa própria, o partido deve fazê-lo. ;Se ele foi denunciado, e se a denúncia foi aceita, como é a informação que nós temos, o partido deve pedir para que ele se afaste e, se ele não se afastar, afastá-lo preventivamente;, defendeu o petista gaúcho.

O tesoureiro é acusado de corrupção em doações feitas ao partido por empresas investigadas na Operação Lava-Jato. A denúncia contra Vaccari, feita pelo Ministério Público, foi aceita pela Justiça Federal do Paraná, tornando-o réu no processo.

No Congresso, parlamentares da tendência Mensagem ao Partido ; a mesma de Tarso Genro ; defendem o afastamento temporário do tesoureiro. Ex-líder da sigla na Câmara, o deputado federal Paulo Teixeira (SP) afirmou que o grupo vai recorrer ao presidente do partido, Rui Falcão, para pedir que Vaccari deixe a legenda até que a denúncia seja esclarecida. ;É preciso que ele se afaste para garantir a governabilidade;, justificou o deputado. Falcão, entretanto, manifestou apoio a Vaccari na semana passada.

Desde que o nome de Vaccari passou a ser citado no esquema de corrupção da Petrobras, o PT discute se ele deveria deixar o cargo de tesoureiro. Parte da cúpula petista defende a saída dele, na tentativa de evitar que o caso contribua para contaminar ainda mais a imagem do partido. Outra corrente acredita que, se ele se afastasse, estaria confirmando as denúncias. Vaccari diz que não pretende deixar o posto e que vai prestar, no cargo, depoimento à CPI da Petrobras, na Câmara.

O gaúcho defendeu a expulsão imediata do tesoureiro caso haja indício da participação dele, sem esperar o julgamento. Tarso avalia que o envolvimento da sigla nesse tipo de ilegalidade tem abalado a imagem do partido e do governo.

Financiamento
O petista diz ser contra o financiamento de campanha por empresas e acha que as doações devem ser proibidas inclusive fora do período eleitoral. Tarso Genro também defende uma ;renovação profunda; no PT, com uma ampla ;revisão dos pressupostos éticos e políticos que fizeram parte do próprio nascimento do partido;. O ex-governador sugere a formação de uma frente ampla de legendas, tal qual ocorre no Uruguai, e disse que o atual modelo de coalizão do PT está ;vencido;.

Executivo deixa a prisão
O presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, foi liberado ontem para cumprir prisão domiciliar após ter homologado acordo de delação premiada pelo juiz Sérgio Moro. O executivo estava detido na sede da Polícia Federal em Curitiba desde 14 de novembro e terá que usar tornozeleira eletrônica. Avancini firmou o acordo em 28 de fevereiro, ao lado do vice-presidente da empreiteira, Eduardo Leite, que deixou a prisão na terça-feira da semana passada. Além de fornecer informações sobre o cartel de empresas formado para burlar a concorrência nas licitações da Petrobras, os dois terão que pagar R$ 7,5 milhões em multa ; R$ 5 milhões para Leite e R$ 2,5 milhões para Avancini.

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