Tubo de ensaio Fatos científicos da semana

Tubo de ensaio Fatos científicos da semana

postado em 31/10/2015 00:00
 (foto: AFP)
(foto: AFP)


; Segunda-feira, 26
Tesouro grego

Arqueólogos americanos encontraram a tumba de um guerreiro da época micênica no sudoeste do Peloponeso. O guerreiro, que morreu há mais de 3,5 mil anos, era certamente uma personalidade de sua época. Os pesquisadores localizaram seus restos mortais em um caixão no Palácio de Nestor, um dos reis da mitológica guerra de Troia. No interior da urna, havia joias em ouro (foto), uma corrente enfeitada com pérolas, uma espada de bronze com punho de marfim e ouro, copos de prata e pentes de marfim. A fortuna pré-histórica, decorada ao estilo minoico, com figuras de divindades e desenhos florais e de animais, touros, leões e águias, é a maior já encontrada em 65 anos na Grécia continental. São mais de 1,4 mil peças da civilização micênica, que se estendeu do Peloponeso a todo o Mediterrâneo oriental durante o segundo milênio antes da era cristã. A tumba, com 2,4m de comprimento e 1,5m de largura, foi encontrada durante escavações iniciadas em maio, perto de Polos, onde fica o Palácio de Nestor, construído entre 1.300 e 1.200 a.C. e cujas ruínas foram descobertas em 1939.



; Terça-feira, 17
Reconquista da Lua

A Rússia planeja realizar seu primeiro voo tripulado para a Lua em 2029, anunciou Vladimir Solntsev, diretor da estatal russa que concebe e desenvolve veículos espaciais. Segundo ele, a Rússia vai iniciar em 2021 os testes de uma nave espacial especialmente concebida para viajar até o satélite, o que deve ocorrer em 2025. A Agência Espacial Europeia (ESA), por sua vez, anunciou há uma semana a ideia de criar uma cidade lunar internacional, que poderia ser construída pouco a pouco graças a robôs, e afirmou colaborar com a missão russa Luna 27. Essa iniciativa prevê o envio de um módulo de exploração lunar das regiões onde foram encontrados depósitos de gelo.


; Quarta-feira, 28
Menos mortes
por tuberculose

Um relatório divulgado pela OMS indicou que a mortalidade por tuberculose caiu 42% em relação à década de 1990. Contudo, 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo ainda morreram da doença no ano passado, sendo 140 mil crianças e 400 mil HIV positivos. Ao lado da Aids, a doença infecciosa é uma das principais causas de óbito no planeta. A OMS calcula que, em 2014, 9,6 milhões de pessoas tiveram a enfermidade, sendo que 12% desses novos casos foram registrados em pacientes com HIV. Por dia, 4,4 mil pessoas morrem de tuberculose, o que para a OMS é ;inaceitável;, uma vez que é possível diagnosticar e curar os pacientes. De acordo com o relatório, para reduzir a incidência é necessário corrigir as deficiências na detecção e no tratamento, melhorar o financiamento e investir em pesquisas para desenvolver novos diagnósticos, medicamentos e vacinas. Mais da metade dos casos ocorrem em cinco países: China, Índia, Indonésia, Nigéria e Paquistão.



; Quinta-feira, 29
Acelerador made in China

A China vai construir, entre 2020 e 2025, o maior acelerador de partículas do mundo, o que permitirá aos cientistas conhecer melhor o funcionamento do universo. A concepção estará terminada antes de 2016, declarou, ao jornal China Daily, Wang Yifang, diretor do Instituto de Física e Altas Energias, subordinado à Academia de Ciências chinesa. Se o projeto vingar, será no mínimo duas vezes maior que o Grande Colisor de Hádrons (LHC), do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), instalado na fronteira entre a França e a Suíça. Em 2012, o LHC permitiu confirmar a existência do chamado Bóson de Higgs, a partícula elemental considerada chave na estrutura fundamental da matéria. Segundo Wang Yifang, o LHC gera bósons de Higgs junto a inúmeras outras partículas, mas, no futuro o colisor chinês, criará um ambiente que produzirá bósons de Higgs puros. A instalação poderá gerar até sete vezes mais energia que o Cern, que acaba de quase dobrar sua potência.




Acordo concreto contra o aquecimento

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi (foto), pediu em um encontro Índia-África um acordo ;global e concreto; na próxima conferência sobre as mudanças climáticas (COP21), em Paris. ;Os excessos de uma minoria não devem virar um peso para a maioria;, disse, antes de destacar que nem seu país nem os africanos devem ser responsabilizados pelo aquecimento global, que, segundo ele, foi estimulado durante décadas pelos países desenvolvidos. Entre 30 de novembro e 11 de dezembro, governantes de todo o mundo tentarão, na capital francesa, alcançar um acordo para limitar o aquecimento do planeta. ;Estamos fazendo esforços enormes com nossos modestos recursos para lutar contra o aquecimento global;, disse Modi, cujo país é o quarto maior emissor de gases do efeito estufa.

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