Negociações e mortes

Negociações e mortes

postado em 01/02/2016 00:00
 (foto: Louai Beshara / AFP)
(foto: Louai Beshara / AFP)

A expectativa de que a chegada do principal grupo de oposição ao regime de BasharAl-Assad a Genebra adiantasse as negociações de paz na Síria foi manchada por um atentado do Estado Islâmico (EI), que deixou cerca de 60 mortos nas proximidades de Damasco. Eliminar a ameaça terrorista da região é uma das poucas prioridades compartilhadas pelas delegações a favor e contrárias ao regime, que possuem agendas diferentes e discordam em muitos aspectos sobre qual deve ser a solução da guerra de poder iniciada em 2011. Desde então, 260 milhões morreram.


;Dois soldados do califado se martirizaram em uma guarida de infiéis na zona de Sayyida Zeinab, matando ao menos 50 e ferindo 120;, afirmaram os terroristas nas redes sociais. A detonação de um carro-bomba sucedeu as explosões suicidas perto do templo xiita que abriga o mausoléu de uma das netas do profeta Maomé. Muitos peregrinos de Irã, Iraque, Golfo e Líbano visitam diariamente o santuário, alvo de outro ataque no ano passado.


O fim da violência, contudo, parece distante, devido à falta de entendimento nas negociações de paz na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) na Suíça. Após mudar de ideia e decidir participar do encontro, o Alto Comitê de Negociações (ACN), principal grupo de oposição ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, ameaçou se retirar do processo e reiterou exigências humanitárias: suspensão de cercos, fim dos ataques contra civis e a libertação de detidos. Representante do regime, Bashar al Jaafari apontou falta de seriedade da oposição e garantiu que Damasco quer o fim do ;banho de sangue;.


Mesmo assim, o emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, se disse otimista. O objetivo das Nações Unidas é estabelecer uma autoridade de transição para organizar eleições em 2017.

Nova ameaça em vídeo
A organização terrorista divulgou um vídeo ontem em que um militante jihadista francês aparece executando um homem acusado de ser espião e ameaçando o Ocidente de novos atentados. As imagens foram divulgadas pelo jornal inglês The Guardian. Também ontem, a ONU lançou ontem um projeto de assistência humanitária que busca levantar US$ 861 milhões para distribuição de alimentos, dinheiro, abrigo e água a 7,3 milhões de pessoas vulneráveis no Iraque, vítimas da guerra e de deslocamentos forçados pelo combate ou Estado Islâmico.

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