Correntes do PT reunidas em Brasília

Correntes do PT reunidas em Brasília

postado em 04/12/2016 00:00
 (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)



Cinco correntes diferentes do PT se reuniram ontem, em Brasília, em um congresso para discutir alternativas e a troca do comando do partido. Sob o nome de ;Muda PT;, as correntes buscam a renovação da direção partidária e uma resposta direta à corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), que está à frente do partido atualmente.

O evento é voltado principalmente para a militância, que organizou mesas de debate. Mas também contou com a participação de lideranças, como o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, além dos deputados federais Paulo Pimenta (RS) e Henrique Fontana (RS) e do senador Lindbergh Farias (RJ).

O congresso começou no dia anterior, quando também estiveram presentes o ex-senador Eduardo Suplicy, um dos fundadores do PT, o ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra, o ex-ministro do governo Dilma Ricardo Berzoini, entre outros deputados e senadores.

Um dos principais nomes do movimento, Tarso Genro, que chamava a iniciativa de ;refundação do PT;, brincou com a necessidade de mudança. ;Gostava muito da expressão ;refundação;, agora estou mais moderado. Vou falar em ;reforma; do nosso partido;, disse.

;O que nos falta é fazer um recorte adequado da estrutura de classe brasileira e verificar quais setores podem formar um novo bloco social e político, muito diferente daquilo que nos manteve politicamente no governo Lula e radicalmente diferente do que foi no governo Dilma;, afirmou o ex-governador.

Depois de sofrer com o impeachment, a rejeição pública e o mau resultado nas urnas, nas últimas eleições municipais, os participantes do ;Muda PT; avaliam que o partido errou em alguns momentos e perdeu o diálogo com sua base. Eles procuram uma reformulação para que a legenda possa se recolocar no ambiente político, sem perder de vista pautas antigas, voltadas para os movimentos sociais e o trabalhador.

O PT planeja eleições para mudança da direção do partido no primeiro semestre de 2017. Pressionados por uma reformulação, os diretórios estaduais já devem aderir a uma nova forma de eleição, em que os candidatos não poderão lançar suas candidaturas antes dos congressos partidários. Toda campanha e eleição devem acontecer dentro dos eventos, sem candidaturas precipitadas.

A maior força interna do PT atualmente, a CNB, discorda das mudanças. Integrantes do ;Muda PT; argumentam que, embora seja o líder da CNB, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido internamente a renovação da direção partidária em todos os seus níveis.

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