Na pele do Capitão Fantástico

Na pele do Capitão Fantástico

Luciano Velasco*
postado em 21/02/2017 00:00
 (foto: Internet/Reprodução)
(foto: Internet/Reprodução)


Um homem vestido de andarilho, carregando uma enorme espada na cintura, acompanhado de guerreiros, hobbits, um elfo, um anão e um mago, enfrentando forças da escuridão que almejam dominar tudo. Talvez seja essa a imagem que a maioria das pessoas tenha do ator Viggo Mortensen.

De vez em quando aparece um ator que desempenha um papel tão emblemático no cinema que o público o imortaliza naquele personagem; raramente o reconhece por papéis anteriores e custam a aceitar seus novos papéis. ViggoMortensen, o eterno Aragorn, protagonista da trilogia O senhor dos anéis se encaixa perfeitamente nesse perfil tanto quanto Daniel Radcliffe se encaixa em Harry Potter. Sua atuação na trilogia dirigida por Peter Jackson o tirou da imagem daquele tipo de ator coadjuvante que sabemos que conhecemos de algum lugar, mas não sabemos exatamente de onde.

Além de ator de cinema e teatro, Viggo é pintor, fotógrafo, poeta e músico de jazz, fala com fluência inglês, dinamarquês, espanhol, francês e ainda consegue se virar moderadamente bem no italiano. No começo de carreira, nos anos 1980, Viggo estudou ciências políticas e língua espanhola na St. Lawrence University e estudou interpretação no Warren Robertson;s Theatre Workshop. Ficou no teatro até receber seu primeiro papel no filme A testemunha (1985) como um fazendeiro judeu amish.

Ao longo dos anos foi recebendo papéis melhores em filmes com O pagamento final (1993), Retratos de uma mulher (1996), Até o limite da honra (1997), Um crime perfeito (1998) e A walk on the moon (1999). Mas foi como Aragorn em O senhor dos anéis, do diretor Peter Jackson que sua carreira decolou.

Paternidade diferente
Indicado ao Oscar de melhor ator pelo filme Capitão Fantásico, Viggo revelou em um vídeo divulgado pela Universal Pictures no Youtube que o filme aborda a paternidade de uma maneira diferente :;A primeira vez que eu li o script, lembro-me de ter rido tanto quanto chorado;, explica. ;Este parece ser um filme muito especial. Ele tem muitos momentos que fazem você pensar;;, completa o ator. No longa, o ator vive um pai que transformar seus seis filhos em adultos extraordinários. Isolados da sociedade, a família é forçada a abandonar sua vida perfeita por conta de uma tragédia. Então, a jornada para a sociedade passa a ser desafiadora, colocando a prova a ideia do que é ser pai.

Não foi a primeira vez que o ator recebeu a indicação de melhor ator. Em 2007, ele foi indicado pelo seu papel em Senhores do crime, do diretor David Cronenberg, no qual interpreta Nikolai, um homem misterioso que tem uma relação com uma família criminosa de Londres que comanda tráfico de mulheres e prostituição. David e Viggo já haviam trabalhado juntos no filme Marcas da violência (2005).

Estagiário sob a supervisão de Severino Fransisco




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