Pedidos e agradecimentos

Pedidos e agradecimentos

postado em 15/04/2017 00:00
 (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

Como de costume, já de madrugada, muita gente subia o Morro da Capelinha. Uns, para agradecer uma graça alcançada. Outros, para pedir ajuda divina. Muitos aproveitaram para acender velas e fazer orações a Nossa Senhora de Fátima, padroeira da Capelinha.

Gente como a doméstica Nilda Aparecida Rocha. ;Há alguns anos, tive um sonho. Nele, Deus me falou para participar da via-sacra. Moro em Planaltina de Goiás e faz certo tempo que lá não acontece a peregrinação. Para manter a minha promessa, que fiz em sonho, venho aqui. Subo para agradecer por toda minha família. Meu marido teve complicações de vida recentemente, mas Deus e Nossa Senhora nos ajudaram muito;, contou. Ela e o filho vestiam branco e revezavam uma imagem da padroeira.


Acompanhado da mulher, o técnico de segurança Zilnando de Jesus subiu o morro de joelhos. ;É doloroso? Sim. Mas é nada, comparado ao que Cristo sofreu. No ano passado, vim para agradecer, mesmo sem ter emprego, mesmo sem ter perspectiva de trabalho. Só vim agradecer, mostrar a minha fé e a gratidão. Algum tempo depois, Deus providenciou meu emprego e uma saúde melhor. Nunca devemos nos desesperar ou achar que Deus está longe;, ressaltou. Fé passada de geração para geração. A mãe dele, Lucileide Maria de Jesus, o deixou seguir ajoelhado enquanto subia descalça por todo o percurso da via-sacra.


Também de joelhos, segurando parte do corpo que pendia para frente, com os quatro filhos revezando o guarda-sol para protegê-la, a cabeleireira Quele Nahiane dos Santos agradecia pela vida do filho mais novo, enquanto se esforçava para completar o percurso até o fim. ;Meu filho saiu do leito de morte depois de um pedido que fiz, há um ano. Estou aqui pagando o que prometi, agradecendo pelo meu quinto e último filho;, disse a cabeleireira.

A fé levou a professora Kátia Garcia a se deslocar 19km a pé. Junto a ela estava a cadela de estimação Suzy. Há oito anos, as duas saem caminhando de Sobradinho para o Morro da Capelinha. Quando o animal fica cansado, Kátia o põe em uma mochila e segue a caminhada. ;Neste ano, peço muita paz por todos os conflitos no mundo. Trabalho em um sistema prisional e falo sempre para refletirmos e não ficarmos violentos também;, afirmou a professora. A família de Kátia acompanha a andança da educadora, mas dentro do carro.




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