Semestralidade obrigatória na rede pública

Semestralidade obrigatória na rede pública

» MARIANA NIEDERAUER
postado em 19/01/2018 00:00
Mais de 50 escolas de ensino médio da rede pública que ainda não adotaram o modelo de semestralidade precisarão se adequar este ano. Todas as 92 unidades de ensino que recebem estudantes dessa etapa da educação básica deverão dividir as disciplinas entre o primeiro e o segundo semestres do ano. Apenas português, matemática e educação física continuarão a ser ministradas durante todo o período letivo. De acordo com levantamento da Secretaria de Educação, apenas 38 haviam adotado o sistema até o fim do ano passado.

O prazo para a transição foi estipulado pelo Plano Distrital de Educação (PDE), aprovado em 2014 pela Câmara Legislativa do DF. As discussões sobre a implantação do sistema começaram ainda em 2011 e, dois anos depois, as primeiras escolas adotaram o modelo. As disciplinas são divididas em dois blocos, predefinidos pela secretaria. O primeiro é composto por história, filosofia, biologia, química e inglês. O segundo, por geografia, sociologia, física, artes, espanhol e parte diversificada (PD). No primeiro, entra ainda a de ensino religioso, optativa ; caso não haja alunos matriculados, a disciplina é substituída por PD.

Essa é uma das apostas da secretaria para melhorar os índices de aprendizagem no DF. Dados do Censo Escolar de 2011 a 2016, analisados pela pasta, mostram que a taxa de aprovação nas escolas que adotaram o sistema passou de 64% para 76%. O subsecretário de Educação Básica, Daniel Crepaldi, ressalta que, tanto professores quanto gestores, passaram por formação a respeito do novo modelo. Ele garante ainda que as regionais de ensino estão preparadas para auxiliar nas mudanças.

;Sempre fui contra a implantação. Talvez seja bom para professores, mas, para os alunos, acho péssimo. Se o sistema fosse bom, todas as escolas privadas estariam utilizando;, opina Luis Claudio Megiorin, presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF). Para ele, o contato com o conteúdo deve ser diário. ;Talvez funcione melhor quando houver a reforma do ensino médio, porque aí teremos disciplinas em bloco;, avalia.




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