Para saber mais

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postado em 16/09/2019 00:00
Por força da tradição

Tradicionalmente, o discurso de um presidente da República brasileiro abre a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O costume não está previsto em nenhum estatuto, mas é um reconhecimento ao Brasil, um dos fundadores e o primeiro a aderir à organização, criada em 1945. Dois anos depois, Oswaldo Aranha, que ocupou os ministérios da Justiça, Relações Exteriores e da Fazenda nas gestões de Getúlio Vargas, presidiu a primeira e a segunda sessões no mesmo ano. Nas duas edições, foi aprovada a criação do Estado de Israel, com voto favorável do Brasil. Pelo fato histórico, inclusive, são esperados de Bolsonaro afagos ao atual primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Desde então, o chefe de Estado brasileiro sempre inaugura a Assembleia-Geral, em reconhecimento ao papel desempenhado por Aranha. A fala do presidente brasileiro é sucedida pelo discurso do presidente dos Estados Unidos. Ao todo, 193 estados-membros compõem a Assembleia Geral. A ordem de pronunciamento dos demais chefes de Estado, tradicionalmente, é baseada em alguns critérios, como nível de representação e de preferência.



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