Mais de 30 cobras foram resgatadas no DF

Mais de 30 cobras foram resgatadas no DF

» CIBELE MOREIRA
postado em 17/07/2020 00:00 / atualizado em 30/07/2020 16:34
 (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)


A Polícia Civil apreendeu, ontem, mais uma cobra criada ilegalmente no Distrito Federal. Da espécie corn snake (cobra-do-milho), nativa dos Estados Unidos, o animal foi apreendido no Riacho Fundo dentro de um terrário, onde era criada. Nelson Junior Soares Vasconcelos criava a cobra há, pelo menos, dois anos e declarou que não sabia que precisava de licença para ter o réptil exótico. ;Ganhei de um amigo quando eu cursava veterinária;, afirma.

Após a apreensão da cobra, ele prestou depoimento na 14; Delegacia de Polícia (Gama) e foi liberado. De acordo com fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a cobra estava bem-cuidada e foi levada para o Centro de Triagem de Reabilitação de Animais Silvestres do órgão, onde aguardará a destinação adequada. A cobra não é venenosa, porém, ela não pode ser criada no Brasil.

Em sete dias, o Ibama resgatou 33 serpentes criadas de forma ilegal em diversas regiões do DF. A primeira encontrada, em 8 de julho, foi a naja kaouthia, que estava em uma área próxima ao shopping Pier 21. De origem asiática e africana, essa espécie tem um dos venenos mais mortais do mundo. Ela picou o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Lemkuhl, 22 anos, que criava o animal ilegalmente em casa, no Guará 2.

No dia seguinte, após denúncias, a Polícia Militar chegou a um haras, em Planaltina, onde 16 cobras eram mantidas de maneira inadequada. Destas, dez eram exóticas, de origem norte-americana, e seis nativas da Amazônia e do Cerrado.
Em 10 de julho, o Ibama e a Polícia Civil do DF resgataram mais seis serpentes em uma chácara na Colônia Agrícola Samambaia. Duas eram jiboias arco-íris da Caatinga, duas da espécie píton (Ásia) e duas jiboias de Madagascar. Além dessas, outras duas serpentes foram entregues voluntariamente por um homem que as criava em casa. As duas cobras peçonhentas são da espécie jararacuçu, da Mata Atlântica, e víbora-verde-de-vogel (Ásia).

No último sábado, uma jiboia arco-íris que pertencia a Pedro foi encontrada. A cobra estava na residência do pai do amigo do estudante. Houve, também, a entrega voluntária de duas jiboias arco-íris e de duas cobras rat snakes, de origem norte-americana. Nesta terça-feira, duas jiboias foram resgatadas pelo Ibama; uma estava em Sobradinho e a outra foi entregue por uma mulher que criava o animal em Samambaia.

A maioria dos animais foi encaminhada para o Zoológico de Brasília, onde as espécies passaram por exames clínicos e estão sob quarentena. Outras cobras foram encaminhadas para o Centro de Triagem de Reabilitação de Animais Silvestres, do Ibama.

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