SUPERQUINTA À CANDANGA

SUPERQUINTA À CANDANGA

Disputada no meio da tarde de um dia útil, a derradeira rodada do torneio local antes do mata-mata espera pouco público e tem até jogo com portões fechados para a torcida. Cinco equipes ainda tentam um lugar nas quartas de final

Braitner Moreira
postado em 20/03/2014 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 15/2/14)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 15/2/14)


Quinta-feira, dia útil, previsão de chuva no fim da tarde... E seis jogos programados para a última rodada da fase classificatória do Campeonato Candango. Com quatro dias de atraso em relação ao calendário original, todos os times entram em campo às 16h de hoje. A demora se deu devido ao conflito de datas com a Copa Verde, competição interestadual na qual Brasília e Brasiliense alcançaram as semifinais. Como o regulamento do torneio local previa a rodada decisiva com partidas no mesmo dia e horário, não restou opção: a Federação Brasiliense de Futebol (FBF) marcou os confrontos sem poder se preocupar com a atratividade da agenda.

Com seis jogos em horário atípico, a expectativa é que justamente a rodada decisiva derrube ainda mais a média de público do Candangão, estacionada nos 1.030 torcedores por duelo. Nas 60 partidas disputadas até agora, apenas 60.141 ingressos foram vendidos. Com essa bilheteria, não seria possível encher o Estádio Nacional Mané Garrincha nem uma vez sequer. Detalhe: nesse período, o clássico Brasiliense x Gama foi disputado no palco da Copa, com 14.870 pessoas nas arquibancadas.

Ao Candangão de calendário mais bagunçado deste século falta um pouco de tudo. Estádio, inclusive. O torneio que viu uma partida (Legião x Ceilandense) com só nove pagantes, recorde negativo no Brasil em 2014, hoje terá um jogo com portões fechados. Numa mescla de livre vontade do time mandante com escassez de opções, ninguém poderá assistir a Brasília x Unaí/Paracatu.

A partida deveria ocorrer no Serejão ou no Bezerrão, estádios nos quais o Brasília tem organizado seus jogos, mas os campos já estão ocupados nesta rodada. O Unaí/Paracatu ofereceu a própria casa, no interior de Minas Gerais, mas nada feito: o caso poderia ser interpretado como inversão de mando. Os dirigentes colorados chegaram a cogitar levar o jogo para Corumbá de Goiás. Vetaram o Rorizão, em Samambaia. Com medo dos custos do Mané Garrincha, se recusaram a jogar ali. E, então, decidiram atuar no Estádio do Cave, que não tem laudo técnico do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Polícia Militar.





"O Mané Garrincha é caro demais para um jogo sem apelo. Como a partida teria de ser realizada de qualquer jeito, escolhemos o Cave;

Régis Carvalho,
diretor de futebol do Brasília, sobre a opção de jogar sem público




1.030 pagantes
Média de público do Candangão: tendência de queda mesmo com a rodada decisiva





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