O retrato de um cômico

O retrato de um cômico

Crítica Cantinflas %u2014 A magia da comédia Juliana Figueiredo
postado em 24/10/2014 00:00
 (foto: Paris Filmes/Divulgação)
(foto: Paris Filmes/Divulgação)


Quando a vontade de fazer uma homenagem a um artista por meio de uma cinebiografia supera o desejo de contar uma boa história, o resultado é desastroso. Não se pode negar que Cantinflas ; A magia da comédia é um filme bonito, mas não faz jus ao grande ator que busca homenagear.

O caminho que Mario Moreno ;Cantinflas; (Óscar Jaenada) percorre até se tornar a maior estrela de comédias mexicanas é retratado de forma anedótica, fantasiosa e superficial.

A origem humilde de Moreno, que inspirou Cantinflas, é pouco explorada, privando o espectador de entender em que contexto o personagem surgiu.

Os momentos de desentendimento com a esposa e de luta contra a corrupção na classe artística são alguns dos poucos em que nos aproximamos do homem, mas acontecem tão rapidamente que parecem meros detalhes de sua história.

Entretanto, a luta de Michael Todd (Michael Imperioli) para produzir A volta ao mundo em 80 dias, pelo qual Moreno recebeu o Globo de Ouro de melhor ator, é explorada até demais.

O filme alterna as duas narrativas de forma pouco orgânica. Ora estamos em 1930, vendo Moreno descobrir a sua vocação; ora em 1950, durante a pré-produção do filme baseado na obra de Júlio Verne. Apesar das falhas, a escolha do ator Óscar Jaenada para o papel do protagonista foi um dos acertos. Os fãs saudosos poderão se divertir com o retrato do famoso comediante.

na web
Assista ao trailer de
Cantinflas ; A magia da comédia.
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