Incertezas permanecem no Fies

Incertezas permanecem no Fies

postado em 15/05/2015 00:00
 (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 11/5/15)
(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 11/5/15)


Diante de diversos estudantes com dificuldades em renovar os contratos no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou que as instituições de ensino que insistirem com aumentos de mensalidade considerados ;abusivos; nos contratos em andamento poderão ser excluídas do programa. Ele voltou a dizer contudo, que as renovações de 1,9 milhão de contratos para este semestre estão garantidas.

No entanto, não é o que tem ocorrido. A estudante de medicina da Universidade Católica de Brasília (UCB) Lais Freitas, 22 anos, não consegue concluir o processo e depende do financiamento para continuar a estudar. A mensalidade foi reajustada em 6,97% ; acima dos 6,41% estipulados como limite pelo MEC neste ano. ;Dá uma diferença de R$ 25 por mês. É muito absurdo. Infelizmente, não tem como dar prosseguimento (com o curso) se não conseguir o financiamento;, conta. A mensalidade custa R$ 4.898,04.

Assim como Lais, pelo menos outros 30 alunos do mesmo curso temem perder o Fies, sendo que cinco estão prestes a se formar, como mostrou o Correio ontem. Eles tem até a próxima segunda-feira para levar a documentação ao banco e renovar o contrato, mas não conseguiram concluir todo o procedimento. De acordo com os estudantes, o problema ainda não foi resolvido, e o Fundo Nacional da Educação (FNDE), órgão do MEC responsável pelo programa, não garantiu a renovação.

Continua indefinido se haverá uma segunda edição do Fies neste ano. De acordo com Janine, o assunto tem sido discutido periodicamente com o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda durante as reuniões sobre o contingenciamento de verbas. ;Queremos definir isso em duas ou três semanas, porque temos que lançar o calendário do Fies logo, caso queiramos abrir uma segunda edição;, afirmou. O orçamento do Fies para novos contratos em 2015 era de R$ 2,5 bilhões e, segundo o ministro, essa verba foi gasta para atender aos 252.442 novos contratos fechados até o último dia 30. (MF)


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