A trilha sonora dos namorados

A trilha sonora dos namorados

Às vésperas do Dia dos Namorados, o Correio pergunta a personalidades da cena cultural da cidade: qual música marca seu relacionamento?

Rebeca Oliveira
postado em 10/06/2015 00:00
 (foto: Claudio Reis/Esp. CB/D.A Press - 14/5/15 )
(foto: Claudio Reis/Esp. CB/D.A Press - 14/5/15 )


Todo casal tem uma música que é a marca registrada da relação. Canções que reverberam entre promessas de amor eterno e resistem ao passar dos anos, apesar dos percalços inerentes à vida a dois. Seja um clássico de jazz ou uma batida eletrônica, elas representam a união em toda a plenitude.
Conheça histórias por trás de faixas que permeiam o relacionamento de nomes da cena cultural de Brasília. Afinal, se qualquer maneira de amor vale a pena, todas as músicas de amor também hão de valer. E você, leitor, qual a sua música?


Entre John Coltrane e Tulipa Ruiz
;Nos conhecemos há muitíssimos anos, começamos a namorar em 2008 e nos casamos em 2010. Com tantos anos e com o Esdras sendo músico, música nunca faltou nem nunca faltará nas nossas vidas. Escolher uma é quase impossível, mas My favorite things, tocada pelo John Coltrane, é alegria instantânea na nossa casa. Só sei dançar com você, cantada pela Tulipa Ruiz, também está no topo da lista. Foi dos primeiros shows que assistimos juntos e a letra é perfeita para a gente;
Por Mariana Escosteguy Cardoso & Esdras Nogueira. Ela, intérprete e tradutora. Ele, saxonofista do Móveis Colonais de Acaju. Juntos, mantém o blog comalaemcasa.com.br.


Amor em meio ao caos
;Some kind of love, do Velvet Underground, foi a primeira música que trocamos quando voltei de São Paulo, onde o conheci. Foi uma dessas ;paixões sequestro;. Quando voltei, de ônibus, essa música rondava minha cabeça, desnorteada, com as distâncias e os quereres que no momento estavam de pernas para o ar com essa surpresa do acaso. A canção, para mim, significa o momento em que fomos raptados por um tipo de amor. Desses que são inegáveis, cúmplices no meio do caos das vidas e das cidades.;

Gaivota Naves, da banda Rios Voadores, recorda a canção dela e do namorado, o designer Alexandre Lindenberg. Juntos há um ano e meio, casal vive entre na ponte aérea BsB ; São Paulo.

Relação duradora
;Nos conhecemos na casa de um amigo em comum, na época eu tinha 18 anos, e ele, 17. Foi paixão à primeira vista. Quase 13 anos se passaram e desse grande amor nasceu o Bento, que fará 3 anos dia 15. Como todo casal, temos nossas diferenças, nossas individualidades, mas somos parceiros. Temos muitas ideias em comum, como o Corujinha Foodtruck. Atualmente, estamos na Califórnia, já rodamos quase 7mil quilômetros até o momento. Eu, Daniel e Bento. Na estrada, seguimos ao som de What I got, do Sublime.;

Marcela Prado, chef de cozinha, casada há sete anos com o sócio, Daniel Junqueira.


Encontros e desencontros
;A gente se conheceu quando criança. Na escola, ela era da sala do meu irmão, que é um ano mais novo. Moramos em quadras próximas e nos esbarrávamos na vizinhança, mas nunca rolava de conversar. Foi só depois de muitos desencontros que a gente foi ;reapresentado; na festa Makossa por um grande amigo em comum. Bastou um olhar para a gente se reconhecer e finalmente conversar. Desde então, estamos grudados. Curiosamente, a música Can;t stop loving you, yeah, do DeltaFoxx, traduz muito bem o nosso sentimento.;

Por Cristiano Portilho, o DJ Quizzik, do duo DeltaFoxx, há quatro anos enamorado por Mariana Philomeno, bióloga.


Refrão autoexplicativo
;Nossa música marcante é autoexplicativa: Música de amor, do Autoramas. Foi a primeira canção que compusemos juntos, antes mesmo que começássemos a namorar. A faixa antecipou nossa história, que começou nos palcos e camarins, onde nos conhecemos.;

Gabriel Thomaz, músico brasiliense radicado no Rio de Janeiro sobre a mulher, Érika Martins, também cantora. Agora, os dois são parceiros de banda no Autoramas.



Juntos e gêmeos
;Nos conhecemos em 2002, quando Komka estava começando a tocar e eu, no início da vida de estilista. Uma música estava sempre presente no setlist dele: Face to face. A gente amava, falávamos que era a nossa canção. Quando ele tocava, ficava me procurando na pista, sinalizava para mim, e eu para ele. O engraçado é que a banda que toca a música chama-se The Twins. Logo mais tarde, tivemos os nossos gêmeos, Guto e Cadu.;

Estilista Fernanda Ferrugem, casada há 13 anos com o DJ João Eduardo Komka, residente do 5uinto.

De Radiohead a Feist
;Minha história com o Kauê começou em uma igreja ; na verdade, era uma balada alternativa chamada Glória, que ocupava o prédio de uma antiga igreja em São Paulo. Ficamos nos olhando um de frente para o outro por meia hora. Na verdade, pareceu uma eternidade. Naquela noite, ficamos um tempo juntos. No dia seguinte, chamei-o pra tomar um café perto da minha casa. Conversamos um bocado, logo percebemos várias afinidades musicais, entre elas a banda preferida dos dois: o Radiohead. O papo rendeu. O chamei para conhecer minha casa. Mas assim que entrei, quis colocar alguma coisa pra tocar, mas não queria ser óbvio. Optei pela Feist. A gente ouviu o álbum Reminder todo, mas se tem uma música que eu ainda me pego sorrindo quando escuto é My moon my man. Depois desse dia, foram poucos os momentos em que a gente não esteve juntos.;

Por Ricardo Theodoro, fotográfo, sobre a relação com o namorado, Kauê Blass.

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