Americanos fazem alerta

Americanos fazem alerta

postado em 21/01/2016 00:00
Outro grupo de pesquisadores dos Estados Unidos fez, no começo desta semana, um alerta sobre a prescrição exagerada de antibióticos para o tratamento de infecções agudas do trato respiratório em adultos (Artis, pela sigla em inglês). Os estudiosos reuniram dados de saúde pública e detalharam, na revista Annals of Internal Medicine, as possíveis complicações do problema e medidas que podem ser tomadas pelos médicos para evitá-lo.

A Artis é um grupo de doenças que inclui o resfriado comum, a bronquite, a dor de garganta e a sinusite ; enfermidades tratadas com muita frequência nos consultórios médicos. De acordo com dados coletados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC em inglês), 50% das prescrições de antibióticos são desnecessárias ou inadequadas, somando o equivalente a US$ 3 bilhões em custos excessivos.

O trabalho também destaca que os antibióticos são responsáveis pelo maior número de eventos adversos relacionados à medicação: uma em cada cinco visitas a serviços de emergência para tratar reações adversas a medicamentos é provocada pelo uso dessas drogas.

Os autores defendem que os antibióticos não sejam prescritos para resfriados comuns e que os médicos esperem duas semanas para saber se os sintomas da infeção permanecem, além de explicar os riscos e os benefícios da terapêutica assintomática (uso de remédios que aliviam as dores causadas pelos sintomas). Outra medida proposta, destinada aos casos de bronquite sem complicações, é não prescrever antibióticos a menos que exista uma suspeita de pneumonia. ;Reduzir o uso excessivo de antibióticos para Artis em adultos é uma prioridade clínica e uma maneira de melhorar a qualidade do atendimento, reduzir custos de cuidados de saúde e prevenir o aumento contínuo de resistência a antibióticos;, frisou, em comunicado, Wayne J. Riley, presidente da American College of Physicians (ACP), instituição responsável pelo estudo.



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação