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postado em 19/06/2016 00:00
Joio e trigo

A Operação Lava-Jato está passando o Brasil a limpo. Ela vem nos mostrando que, na política brasileira, há mais joio do que trigo. Ela não pode acabar, como querem aqueles que constroem verdadeiros impérios com os tributos recolhidos da população e que não se sensibilizam com o sofrimento do próximo. Estamos sabendo agora quem são os homens que há décadas estão no poder, não para trabalhar para o bem da nação, mas, sim, para praticar todo tipo de desonestidade em busca do enriquecimento fácil. O eleitor brasileiro precisa estar atento a tudo que vem acontecendo para não cair, nas próximas eleições, na lábia de cafajestes. Prestemos atenção: ;não caindo na Lava-Jato, não deve ser rato;. Sérgio Moro para sempre.
; Jeovah Ferreira,
Taquari


Camisa

Na situação atual da política brasileira, não há como vestir a camisa de qualquer partido. Todas elas são costuradas com a mesma linha da falsidade que um dia apodrece. A corrosiva água da vergonhosa delação premiada, usada em desespero de causa, deslava suas cores e apodrece os tortuosos alinhavos desnudando a realidade.
; Elizio Nilo Caliman,
Lago Norte


Doações

Todos os políticos citados como tendo recebido verba, por delatores da Lava-Jato, retrucam: ;Todas as doações recebidas estavam de acordo com as regras vigentes;. Pergunta: as empresas estatais podiam efetuar doações para partidos políticos ou políticos, individualmente? Com o meu dinheiro? Com o nosso dinheiro? Com o dinheiro dos acionistas? Quer dizer que vivíamos sob essas regras? Eu comprando ações da empresa e ela, doando para os políticos? Tira o tubo...
; Marcelo Hecksher,
Grande Colorado


Limites

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quer limitar os gastos do governo, por meio de emenda à Constituição, durante 20 anos. A medida afeta áreas como saúde e educação. Imagino que, para ele, a população não crescerá nesse período. A saúde, sobretudo, é um dos setores falidos do Estado. Impor limites aos gastos implicará uma redução ainda maior da oferta de serviços à população. Como fica? Deixa morrer o excedente? Na educação, fica excluída a parcela que ultrapassar o teto fixado? Os programas sociais foram cortados, sem que a mídia trate a questão com a profundidade exigida e suas consequências. Começo a duvidar do governo provisório.
; Joaquim Tavares,
Vila Planalto


Abandono

Recentemente, uma quadrilha de assaltantes de banco embarcou em Brasília com destino a Natal. Uma atenta delegada potiguar viajando no mesmo voo desconfiou da turma, que foi presa no destino. Ótimo? Não, péssimo. Na bagagem despachada pela gangue, e embarcada impunemente no seguríssimo aeroporto da capital do país, só tinha maçarico, cilindro de oxigênio, pé de cabra, chupa cabra e outros artefatos de uso profissional dos elementos. Com o desdém usual com que os prestadores de serviço tratam seus clientes, a administração do aeroporto disse que a responsabilidade é da empresa aérea. A companhia disse que seguiu o protocolo e o delegado, em Natal, soltou os assaltantes. Libertos, os delinquentes, segundo noticiário da tevê, assaltou um banco no último fim de semana. Oh, país abandonado.
; Alexandre Dornelles
Lago Norte

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