Em rota de crescimento

Em rota de crescimento

postado em 06/08/2017 00:00
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

Ex-trainees relembram trajetória

Rápida ascensão
Para o ex-trainee Rodrigo Bianchini, 24, a parte mais desafiadora do processo seletivo foi a dinâmica de grupo. ;Eram poucos candidatos, todos muito competentes, e tínhamos pouco tempo para trabalhar em equipe e tomar decisões. São analisados comportamentos, conhecimentos gerais e de negócio, além dos valores da companhia;, diz. Hoje ele é gerente de vendas na Ambev e diz que o tempo como trainee foi essencial para chegar a essa posição. ;O programa foi importante por permitir o conhecimento da empresa como um todo, desde a produção na cervejaria até a entrega e o consumo nos pontos de vendas;, relembra Rodrigo, engenheiro de produção pela Universidade de São Paulo (USP).

Chances de crescer
Natália Perrella, 32, entrou no banco Santander como trainee em 2009. ;Quando eu estava me formando, fiquei me perguntando o que faria da vida. Foi quando descobri os processos de trainee;, lembra. Ela decidiu, então, se preparar. ;Eu tinha participado de empresas juniores na faculdade e trabalhado em uma empresa de finanças. Para complementar, fiz um curso no exterior para melhorar o meu inglês porque vi que eles sempre pediam;, relembra Natália, que, hoje, o ocupa o cargo de gerente de Produtos. ;As oportunidades acontecem, mas depende da gente ser protagonista da nossa carreira;, afirma.

Juventude para renovar a firma
Engenheiro pela USP, Marcello Siniscalchi, 42, foi trainee do Itau há quase 20 anos e construiu carreira consolidada na firma até se tornar diretor de Gestão de Investimentos. ;Hoje tenho, sob a minha gestão, R$ 570 bilhões;, afirma. Na época, o processo seletivo era um pouco diferente, mas muitos aspectos permanecem os mesmos. ;Quando você é novinho, não tem muita certeza de nada e tem muita vontade de aprender, mas, naquele tempo, o acesso à informação não era tão grande. Agora o desafio é filtrar as informações;, conta. Marcello acredita que os trainees são importantes para renovar o ambiente corporativo. ;O jovem chega com bagagem técnica fresquinha. Às vezes, uma pergunta de um trainee faz as pessoas pensarem. No meu tempo, foi muito legal ver que minhas sugestões e propostas estavam sendo levadas a sério;, relata. ;A próxima pessoa a ocupar meu cargo terá que ser muito melhor do que eu e quero muito que seja alguém que tenha sido trainee;, afirma.

Realização de um sonho
Para Renato Barros dos Santos, 32, trabalhar numa multinacional era um sonho. ;Eu imaginava que teria um grande sentimento de orgulho;, conta ele, que, hoje, é gerente regional de Operações da Ambev em Brasília. Quando entrou na companhia como trainee, em 2012, a melhor parte foi o convívio com outros jovens. ;Nós tínhamos ótimas histórias para contar, além de termos feito grandes amizades;, destaca. A dica do engenheiro eletrônico pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) é que interessados procurem organizações com as quais se identificam para se inscrever. ;O primeiro passo é escolher a empresa certa. É extremamente importante que o trainee tenha afinidade com a cultura da companhia. Também vejo que a autenticidade é extremamente importante no processo de seleção;, conclui.

Processo enriquecedor
Hessica Magalhães, 26, hoje é gerente de Recursos Humanos na Cremer. Ela começou como trainee da empresa em 2014. ;O processo foi desafiador, muita gente competindo comigo, mas tive um aprendizado muito grande, não só com os gestores, mas também com os outros candidatos, devido às dinâmicas de grupo;, explica a economista pela Universidade Federal Fluminense (UFF). A decisão de tentar ser trainee partiu das possibilidades que a função poderia trazer. ;Apesar de eu saber desde o inicio que queria trabalhar com RH, queria conhecer a companhia como um todo e o programa me deu essa chance. Além disso, vislumbrei que poderia adquirir muitos conhecimentos e crescer na empresa, como aconteceu;, diz. Os desafios não acabam depois de passar no processo de trainee. ;A gente tem que lidar com pessoas de níveis hierárquicos diversos, então é preciso ter um bom jogo de cintura e iniciativa, além de saber colocar a mão na massa. Os recrutadores estão atrás de novos líderes, então você tem que mostrar que tem potencial para isso;, conta.

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