Fundamentos da vitória

Fundamentos da vitória

postado em 17/09/2017 00:00
 (foto: Mauro Pimentel/Divulgação)
(foto: Mauro Pimentel/Divulgação)

No livro Cultura de excelência, o jornalista David Cohen detalha os princípios que norteiam a Fundação Estudar, instituição sem fins lucrativos voltada para educação e carreira. A instituição foi criada pelos empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, respectivamente, o primeiro, o terceiro e o quarto homens mais ricos do Brasil segundo ranking da revista Forbes de 2017. Os três são acionistas da multinacional de bebidas AB Inbev (que engloba a Ambev) e do fundo de capital 3G. ;A premissa da fundação é ajudar o país dando suporte às pessoas que querem progredir;, explica David Cohen. Para a confecção do livro, ele passou cerca de um ano entrevistando mais de 100 pessoas, entre bolsistas, conselheiros e outros profissionais envolvidos no trabalho da organização. Os seis fundamentos em que a organização se baseia para guiar profissionais à excelência são: ter metas ambiciosas, trabalhar duro, unir-se a gente boa, investir em conhecimento, assumir o papel de protagonista na própria história e almejar um impacto positivo na sociedade.


;Esses princípios empoderam o jovem brasileiro para fazer diferença na carreira, independentemente da área de atuação;, explica Tiago Mitraud, diretor-executivo da fundação. Segundo ele, esses fundamentos podem ser desenvolvidos por qualquer um, desde que haja o conhecimento do que se quer para a própria vida. A obra apresenta histórias de pessoas que seguiram à risca esses ensinamentos e, hoje, têm lugar de destaque no mercado de trabalho. Entre esses perfis de sucesso está Wellington Vitorino, 23. Filho de um padeiro e de uma técnica em saúde bucal, vendeu picolés quando criança. Foi aluno de rede pública e, no 3; ano do ensino médio, conseguiu bolsa de estudos na Escola Parque Gávea no Rio de Janeiro. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), teve bom desempenho e tirou nota máxima na redação. Como resultado, conseguiu bolsa pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) para cursar administração no Ibmec. No segundo ano, passou a ser bolsista da Fundação Estudar.
Isso permitiu arcar com custos adicionais dos estudos, como material didático e alimentação, e ter acesso ao apoio, à rede de contatos da organização e aos núcleos de estudos temáticos da instituição. ;A Estudar dá o suporte necessário, mas é o envolvimento dos bolsistas que faz a diferença;, afirma ele, que se formou no ano passado. Hoje, Wellington está à frente do Instituto Four, responsável pelo programa ProLíder, que tem como objetivo formar lideranças entre pessoas de 18 a 35 anos e apoiar projetos impactantes. Um deles é o Grana Preta, negócio social que busca dar suporte para empreendedores negros, LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e mulheres. Outra iniciativa é o Garatea, rede que conecta voluntários capacitados para atendimento emergencial no setor público, principalmente na saúde. ;Meu maior sonho é transformar a política brasileira por meio de projetos impactantes ou com um negócio;, afirma. ;Ter metas ambiciosas é o fundamento mais importante; logo em seguida, vem trabalhar duro e encontrar gente boa, porque, daí, o resto é consequência.;


O brasiliense Gabriel Bayomi Tinoco Kalyaiye, 23, também tinha objetivos audaciosos e correu atrás. Engenheiro eletricista pela UnB, ele cursa mestrado em inteligência artificial na Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, com bolsa da Fundação Estudar. ;Conheci alguns bolsistas da organização durante intercâmbio pelo Ciência sem Fronteiras na Universidade Cornell entre 2014 e 2015. Achei a ideia e o impacto dela fantásticos;, lembra. A partir daí, ele focou em conseguir entrar para a comunidade da Fundação Estudar. Não passou no primeiro processo seletivo de que participou, mas não desistiu.


Depois da tentativa frustrada, Gabriel estagiou na empresa de tecnologia Brightcove, em Boston, e na Kraft Heinz, no Brasil; publicou artigos em anais de conferências internacionais; e fez curso de inverno na Universidade Harvard, pago com o dinheiro que juntou no estágio. ;Foi aí que eu me interessei por inteligência artificial e resolvi tentar mestrado em uma faculdade dos Estados Unidos. Em março deste ano, tinha sido aprovado em 14 instituições americanas de referência e decidi ir para a Carnegie Mellon;, lembra. No mesmo período, conseguiu uma bolsa da Fundação Estudar. ;Fui para o processo seletivo muito mais bem preparado;, diz. ;Eu adoro os valores da fundação. O mais importante é o de execução: de fato colocar a mão na massa e focar nos resultados a partir das ações. Minha grande meta é fazer grande impacto em um campo tecnológico, que realmente consiga mudar o dia a dia das pessoas positivamente.; Gabriel estudou o ensino médio no Centro Educacional Sigma, onde foi premiado 11 períodos consecutivos por alto desempenho.

O típico profissional medíocre

Atitudes para NÃO tomar
Agora que você compreendeu atributos das pessoas de resultado, confira características comuns entre os profissionais medianos ; aqueles que só fazem o mínimo necessário, preferem a zona de conforto e, por isso, têm dificuldade para crescer. Segundo Fábio Jascone, coordenador de Sistemas da empresa de tecnologia de gestão Senior, não é difícil encontrar esse tipo de colaborador em todo tipo de organização. Ele lista comportamentos típicos para quem quer ser um profissional mediano para sempre:

1. Trabalhe das 8h às 18h
Seja pontual. Entre às 8h e saia sempre às 18h, mesmo sabendo que vai interromper uma linha de raciocínio ou que poderia finalizar algo importante. Prefira deixar tudo para o dia seguinte apenas porque deu 17h59 no relógio. Esta é uma prática comum de quem quer ficar na média, tem medo de se destacar e de superar expectativas.

2. Vire um muro das lamentações
Reclame. Do horário, do café, do chefe, do RH. Se não tiver motivos para reclamar, invente um. Aproveite para reclamar da empresa ou falar mal de alguém, principalmente em momentos de interação com a equipe ou outras áreas. Existem dois tipos de pessoas: as que se envolvem com a mudança e as que reclamam dela. Qual dessas é você?

3. Terceirize a sua carreira
Não se capacite nem se preocupe em aperfeiçoar seus conhecimentos ; mesmo com tantas opções disponíveis na internet gratuitamente. Além disso, responsabilize a empresa (que, na verdade, não tem obrigação nenhuma com a carreira de ninguém) por não oferecer treinamentos. Essa é a fórmula para sempre estar em segundo plano. Já quem quer crescer deve lembrar que a carreira é do CPF e não do CNPJ: as certificações e as redes de contatos são da pessoa

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