Recursos divididos

Recursos divididos

postado em 08/11/2017 00:00
O diretor do bloco Suvaco da Asa, Pablo Feitosa, defende que as regras para o carnaval sejam revistas a fim de ampliar o rol de atividades que possam ser financiadas. ;A parte artística do Suvaco é muito cara. O GDF tem olhado o carnaval com mais atenção, mas ainda precisamos avançar. A festa representa uma propaganda do DF lá fora, além de uma oportunidade de o brasiliense curtir a sua cidade. Não é obrigação do governo financiar, mas faz parte da cultura da cidade e gera uma movimentação muito grande;, comenta. ;O governo pode melhorar essa proposta. Acho muito pouco o que foi colocado;, conclui.

Para a infraestrutura, os recursos são distribuídos entre todos os blocos cadastrados. Mas, para o pagamento de cachês artísticos, a patrocinadora escolhe no que investir e capta recursos via Lei de Incentivo à Cultura. ;O Suvaco tem visibilidade e, normalmente, é privilegiado. Mas não queremos isso, queremos que um bloco infantil ou LGBT, por exemplo, também sejam beneficiados com recursos para apresentações artísticas, respeitando o volume movimentado;, defende Pablo Feitosa.

Apoio direto

O presidente da Liga dos Blocos Tradicionais, Jorge Simas, diz que a principal reivindicação dos organizadores é de que os recursos para a festa não sejam restritos à infraestrutura. ;Tem de haver um mecanismo que contemple os cachês dos artistas, a contratação de seguranças privados, não podemos contar apenas com a Polícia Militar. Precisamos de estrutura própria para trabalhar;, cobra Simas. Mas, pelas regras estabelecidas para a festa de 2018, o patrocinador principal financiará a infraestrutura. Se houver interesse da empresa ganhadora do edital, ela terá prioridade na Lei de Incentivo à Cultura para realização de projetos subsidiários. Essas iniciativas poderão receber dinheiro para infraestrutura e também para apresentações artísticas.

Rosely Youssef, do Babydoll de Nylon, um dos maiores do carnaval brasiliense, concorda com as reivindicações. Para colocar o bloco na rua, os organizadores gastam pelo menos R$ 200 mil. ;O nosso receio é de que as regras dificultem os blocos a conseguirem apoio direto. Neste ano, as negociações com patrocinadores atrasaram porque todo mundo ficou esperando as regras saírem;, critica.

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