História de motivação

História de motivação

postado em 24/12/2018 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)


O diagnóstico de Elaine Gomes, 42 anos, veio em 2004, quando, em um exame de rotina, descobriu ser portadora da Doença de Chagas, herdada dos pais que sofreram com a enfermidade durante a vida toda. A doença, porém, não fez a brasiliense parar. Sorridente e comunicativa, trabalhou até 2006 como gerente de um clube social de Brasília. Então, veio o primeiro impasse: aos 28 anos, passou a sofrer com cansaço constante e com a vista embaçada. Ela se aposentou por invalidez em 2006 e, em 2008, começou a passar mal novamente. No ano seguinte, fez o implante de marca-passo. Mas nada a desanimava.

Tanto que, depois de 15 anos formada no ensino médio, resolveu cursar uma faculdade. Porém, a rotina corrida de mãe, estudante, estagiária, esposa e dona de casa abalou a imunidade. Foi quando apareceram os sintomas de insuficiência cardíaca. ;Vieram de uma vez e me derrubaram. Não conseguia dormir deitada nem tomar banho sozinha. Comecei a ficar fraca. Em 2015, soube pelo médico que precisaria de um transplante;. Elaine foi alocada no Instituto de Cardiologia do DF, que chama de ;segunda casa;, e entrou na fila. ;Colocaram-me em prioridade nacional porque meu coração ocupava 75% da minha caixa toráxica.;

Para Elaine, a internação foi o pior momento. A felicidade deu lugar à tristeza, o sorriso foi amarrado, a esperança foi se tornando impaciência. ;Queria morrer ao lado do meu marido e do meu filho. Já estava descrente. Nesse momento, o médico pegou na minha mão e disse: ;Elaine, acalme-se. O seu coração está a caminho;;. O órgão veio de um jovem de 26 anos, do interior do Paraná. ;Sou muito grata a essa família. A gente sabe que perder alguém dói muito. E tomar essa decisão (de doar os órgãos) é uma prova de amor. É o verdadeiro amor fraterno;, conta.

A história singular serve de motivação para diversas famílias. Elaine, que se sentiu abraçada por tantas pessoas, resolveu contar sua luta e superação, além de relatos de amigos, nas redes sociais. Ela criou uma conta no Instagram (@soutransplantada) e lá conscientiza outras pessoas. Também utiliza o WhatsApp, no grupo ;Amigos do Coração;. O que eram quatro membros, hoje, são mais de cem.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação